Quinta-feira, Novembro 30

El maestro Manolo Cruz Vélez...

PONTEVEDRA.- Ahí está, perfectamente rodeado. En el centro, como corresponde al veterano maestro. Ahí está Manolo Cruz Vélez, nuestro querido PlatayOro, asistiendo y animando con sus originales apuntes, en el ciclo de conferencias y coloquios del II Otoño Taurino que promueve el Ayuntamiento de Los Barrios (Cádiz) en pleno campo algecireño y ruta del toro anexa.
Ahí está Manolito Cruz Vélez y... felices nos sentimos de verle, bien de aspecto, permanentemente instalado en la imperecedera ilusión taurina, que a tantos nos hace olvidar las otras cornadas que da la Vida.

Y en la distancia, desde esta Pontevedra taurina que resiste contra vientos y mareas, va el abrazo sincero, con la admiración y el respeto, con la fraterna emoción de quien se sabe amigo, por mucho que la distancia sea, que no hay barrera que no rompa esto de los modernos medios electrónicos de web, e-mail y...lo que por ahí venga.

¡Va por usted, maestro Manolo Cruz, que -en el toro de la modernidad informática- ha puesto inmejorablemente -desde hace años- las banderillas en todo lo alto y reunidas además en el canto de un duro!.- E.Eiroa




La conferencia de Vítor Mendes en Vila Franca

Palha Blanco é vítima do conflito de interesses dos vários agentes da festa brava na cidade. Victor Mendes defende um espaço multi-usos em Vila Franca de Xira.
Casa cheia no auditório da junta de Vila Franca para ouvir o diagnóstico sombrio do matador de toiros Victor Mendes. O maestro defende uma nova praça coberta para poder ser rentabilizada com outros espectáculos.

VILA FRANCA DE XIRA.- O estado actual da festa brava em Vila Franca é culpa de todos os agentes taurinos e a solução para melhorar passa pela união de esforços e “o fim da mesquinhez” que está a matar a força de uma tradição centenária. Esta foi uma das conclusões de mais um serão taurino que na quinta-feira, 23 de Novembro, encheu o auditório da junta de freguesia.
O convidado da noite foi o maestro Victor Mendes que debateu o tema com mais de uma centena de aficionados de toda a região. Com a frontalidade que o caracteriza, o matador de toiros de Marinhais, “adoptado” por Vila Franca, criticou o “compadrio” e os “interesses cruzados” que ferem a festa.
Victor Mendes elogiou o esforço que a Misericórdia tem feito para manter a praça Palha Blanco “linda” e “graciosa”, mas lamentou que o ex-libris da cidade não tenha força no ambiente taurino. “A Misericórdia procura defender os seus interesses que é arranjar dinheiro para promover a acção social que é meritória, mas não intervém na promoção da festa”, referiu. O toureiro criticou a falta de qualidade dos cartéis, mas disse reconhecer as dificuldades do empresário António Manuel Cardoso “Nené” que tem de gerir a temporada de modo a conseguir honrar os seus compromissos com a Misericórdia e pagar os 48 mil euros acordados para cada época.
O toureiro recuperou a ideia lançada numa entrevista a O MIRANTE em Maio quando defendeu que a praça deve dar lugar a um touródromo. Um espaço coberto onde se possam realizar outros espectáculos de âmbito cultural, social e desportivo de modo a rentabilizar os recursos existentes.
Segundo o maestro, o Campo Pequeno é um exemplo de sucesso, mas outros se seguiram, como Elvas. “Vila Franca não pode passar ao lado. Sei que é difícil abdicar de uma praça centenária para construir uma nova, mas este deve ser o caminho”, referiu. Como alternativa, o toureiro sugeriu a dinamização da actual praça com a promoção de espectáculos “sérios” e “de qualidade”.
Reconhecendo que o contexto social de Vila Franca é “muito complicado” o maestro afirmou que nem tudo tem sido feito para salvar a festa e “quem quis mudar levou chapadas de todos os lados”.
O toureiro recordou os momentos de glória vividos nas décadas de 70 e 80 quando a Palha Blanco ainda enchia e sublinhou a necessidade de Vila Franca ter uma figura que possa arrastar o público. Victor Mendes elogiou o esforço que tem sido feito pela Escola de Toureio José Falcão que “é uma referência que transporta o nome de uma grande figura”. O matador frisou a dedicação do director José Manuel Rainho e do coordenador técnico, o maestro José Júlio. Mas para se ser figura tem de se tourear a sério e isso só se consegue em Espanha. “Lá é muito duro. Mas é lá a pátria do toureiro. Quem quiser ser figura tem de triunfar em Espanha“, disse. “É lá que está a glória, a transcendência, as cornadas e a morte”, concluiu. (In O MIRANTE)

Cartas al Director : la vergüenza de Cartaxo

O pior é que não choveu
No passado dia 1 de Novembro, no Cartaxo, voltámos a ter um grande exemplo de como anda a Festa brava em Portugal, e a quem ela está entregue. A corrida foi anulada. Foi o culminar de mais uma temporada em que o desrespeito pelo público e pelo espectáculo que tantos apaixona foi evidente, muitas vezes com a cumplicidade de directores de corrida e de outros intervenientes directos. Exemplos!? Amadores a tourear todos os dias com profissionais, praticantes a actuar em variedades taurinas, trincheiras a abarrotar, entre muitos outros, que são do conhecimento geral. O mais estranho é que a generalidade dos intervenientes, profissionais ou não, parecem pouco interessados em melhorar o estado paupérrimo a que chegou a festa dos toiros no nosso país. O Regulamento foi feito para muitas vezes não ser cumprido, e ao que consta, o próximo vai deixar de fora aspectos de extrema importância, como por exemplo as voltas à arena. Estas continuarão a ser dadas “a gosto” pelos artistas, muitas vezes sem serem prémio de boas actuações, confundindo o público, não fazendo a diferença entre o bom e o mau.
Mas voltemos ao Cartaxo, Capital do Vinho e lugar de mais uma praça deste Ribatejo aficcionado, que está ao abandono e perde importância no panorama taurino. Uma que se junta às de Santarém, Almeirim, Azambuja, Salvaterra de Magos, entre outras. Se não fossem as praças desmontáveis, quantas corridas se realizariam? De uma forma geral, as praças fixas dão cada vez menos espectáculos e muito menos se constroem novos tauródromos. O que acontece a um espectáculo que não se moderniza, não adopta novas formas de divulgação, não conquista novos públicos?
No Cartaxo a corrida foi anulada devido ao mau estado do piso e à falta de condições sanitárias. Facto que é estranho, se tivermos em consideração que a chuva não caiu na região nos dias anteriores, estranho é que, segundo o Regulamento, os espectáculos só podem ser cancelados à hora do sorteio, nesse caso ao meio-dia, e no Cartaxo, no dia anterior à corrida já estava sem efeito. O que diz a isto senhor director de corrida? O que será que escreveu no relatório que tem de apresentar ao IGAC? As inúmeras pessoas que se deslocaram à praça na manhã e na tarde da passada quarta-feira encontraram portas fechadas e ninguém que desse explicações. Para que não restassem dúvidas, o público deveria ter acesso à arena para verificar o mau estado do piso e atestar da impossibilidade de se realizar a corrida.
De quem é afinal a culpa de tudo isto? De pseudo-empresários, que querem ganhar a concessão das praças para darem espectáculos sem interesse nem novidade ou para os cancelarem na primeira oportunidade. Se fossem verdadeiros aficionados teriam outro cuidado na promoção dos espectáculos, com divulgações apropriadas e não com cartazes cheios de erros ortográficos. E as entidades detentoras dos imóveis? Não terão elas também culpa no que se passa? Neste caso, a Câmara Municipal do Cartaxo, mas muitas outras Autarquias, Misericórdias e demais proprietárias, entregam as praças a quem dá mais, sem critérios que defendam a tauromaquia ou as tornem rentáveis através da realização de outros espectáculos. Esta é a Grande realidade. Por favor peço-vos que divulguem.
Luís Marcelino - Aficionado

Una iniciativa trascendental en la isla de Terceira

Vai ser uma zona reservada ao pastoreio de gado bravo no interior da ilha Terceira. A assinatura do protocolo entre a secretaria regional do Ambiente e do Mar e a Associação Regional de Criadores de Touradas à Corda acontece já.
Porque se tratam de 960 hectares da Rede Natura 2000, a concessão desta área terá a gestão a cargo do Observatório do Ambiente, Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores e dos Montanheiros.
Interesses económicos e ambientais ficam desde logo em alerta.

ANGRA DO HERIOSMO (Açores).- É criado a partir de amanhã uma zona de concessão ao pastoreio do gado bravo no interior da ilha Terceira. Trata-se de 960 hectares adquiridos pelo Governo Regional localizados na Serra de Santa Bárbara e Pico Alto que vão ser concessionados à Associação Regional de Criadores de Touradas à Corda através de um protocolo de cooperação assinado na quinta-feira, pelas 17H00, nos serviços do Ambiente da Terceira.Porque este chamado “complexo central da ilha Terceira” é considerado um Sítio de Importância Comunitária (SIC) da Rede Natura 2000 a gestão destes espaços ficará a cargo do Observatório do Ambiente (OA) que, em parceria com o Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores (OVGA) e os Montanheiros fará a sua coordenação e monitorização.


Nos fundamentos desta concessão de terrenos (conforme figuram na imagem de capa), “existe uma longa tradição de pastoreio de gado bravo, que vem sendo praticada desde há séculos, revestindo-se de aspectos culturais e tradicionais de relevante importância e interesse na ilha Terceira”, pode ler-se no acordo a ser assinado.


Nessas áreas de elevado valor ambiental o pastoreio a será praticado de forma “extensiva e cuidada”, sendo “favorável aos objectivos da conservação, contribuindo para a protecção dos habitats classificados através do controlo do avanço das espécies exóticas e infestantes”, salvaguarda o Executivo. As áreas delimitadas resultam de um estudo solicitado ao Grupo de Ecologia Vegetal e Aplicada (GEVA), do Departamento de Ciência Agrárias (DCA) da Universidade dos Açores (UA) que estruturou um parecer com vista a esse mesmo propósito, o da conservação da paisagem, do ambiente e dos recursos hídricos.


Situação extemporânea : Em declarações ao jornal “a União”, o responsável pelo GEVA, o professor Eduardo Dias, refere que a criação destas delimitações para o gado bravo se trata de uma “situação extemporânea, pontual”, uma vez que no seu entendimento qualquer projecto que surja futuramente no âmbito da conservação da biodiversidade deverá ter prioridade, “anulando por completo” esta concessão. Estes foram alertas que o especialista deixou patentes no seu parecer e nas exposições que lhe foram solicitadas.No seu entendimento, os problemas de alimento do gado bravo na ilha Terceira nunca poderão ficar acima dos interesses de conservação daquela extensa zona. Daí, o docente Eduardo Dias ter recomendado a renovação, com requisitos de apreciação, dos contratos de concessão com carácter anual.


Estas são preocupações que surgem uma vez que nestas zonas consideradas SIC já é frequente a presença de toiros, dada a procura de alimento e a difícil delimitação dessa áreas.Também em cima da mesa fica por esclarecer a questão da distinção entre os ganaderos e os comerciantes de gado, uma vez que na actual legislação basta ser proprietário de quatro toiros para se ser ganadeiro.


Concessão sem guerras : Em declarações ao jornal “a União”, a secretária regional do Ambiente e Mar, Ana Paula Marques, fez questão em referir que “não há guerra nenhuma entre as instituições, nem nunca houve”, acrescentando já ter havido reuniões entre todas as partes que futuramente ficarão directamente envolvidas na gestão destes espaços.No protocolo que vigora pelo prazo de cinco anos – com interrupção a qualquer momento – o Governo vai entregar Observatório do Ambiente a definição do regime de utilização dos locais cedidos. “Será um pólo dinamizador”, disse a responsável que ficará responsável, a título de exemplo, pela encaminhamento das visitas aos locais que terão, anunciou, “entradas controladas” e obrigação, entre outros factores de segurança, de um guia certificado durante essas visitas.


No protocolo a ser assinado a tutela relembra que dentro de um ano será dado início ao ordenamento dessa zona através da identificação e delimitação de áreas para o pastoreio e “definição da respectiva capacidade de carga do ecossistema, prevendo-se que a actividade venha a ser sujeita a uma avaliação de incidências ambientais tendo como objectivo garantir a integridade e os objectivos de conservação presentes na zona”.Os objectivos da secretaria regional são os de “assegurar a biodiversidade, através da conservação e o restabelecimento dos habitats naturais e da flora e fauna selvagens num estado de conservação favorável ao território nacional, tendo com conta as exigência económicas, sociais e culturais bem como particularidades regionais e locais”.


(Humberta Augusto in jornal "A UNIAO")

Terça-feira, Novembro 28


Resumen de actualidad

Cariel deu volta...
VALENCIA (VENEZUELA) .- O matador de toiros Venezuelano, José Cariel, que é apoderado pelo português Sérgio Carvalho actuou no passado dia 11 de Novembro na primeira Corrida da importante feira da cidade venezuelana de Valência. Integrado na corrida denominada "dos Venezolanos", Cariel deu uma merecida volta ao ruedo, depois de ter morto o único exemplar que toureou, da ganadaria colombiana de Achury Viejo, toiros os quais saíram bem apresentados, mas sonsos e sem transmitir.
Rui Fernandes em Quito
QUITO (ECUADOR).- O cavaleiro Rui Fernandes está em Quito para
cumprir três contractos, no ínicio de Dezembro. Consigo viajaram António Sanchez, Marco Oliveira e Nuno Silva “Rubio”, que acompanhará o cavaleiro português durante o resto da campanha americana.
Os cartéis são os seguintes:
6ª Feira, 1 de Dezembro
6 Toiros de Mirafuente para Rui Fernandes e os matadores Francisco Rivera Ordónez e Curro Díaz.
Sábado, 2 de Dezembro
2 Toiros e 4 Novilhos de Trinidad para Rui Fernandes e os novilheiros Álvaro Samper e Joselito Adame.
3ª Feira, 5 de Dezembro
2 Toiros e 4 Novilhos de Carlos Manuel Cobo para Rui Fernandes, o novilheiro Rúben Pinar e o novilheiro triunfador da pre-feira.
Menos espectáculos
Os espectáculos taurinos sao menos em Portugal nos últimos anos. Según datos oficiais, o número por temporada é o seguinte :
- 2006 – 278 espectáculos
- 2005 – 291
- 2004 – 297
- 2003 – 351
- 2002 – 383
- 2001 – 368
- 2000 – 365
Escalafón de cavaleiros
practicantes em Portugal
LISBOA.- Na lista do Sindicato de Toureiros, o cavaleiro praticante Marcos Tenório, com 28 actuações, foi o primeiro. Alguns desses cavaleiros já atingiram a alternativa.
1. Marcos Tenório – 28
2. Manuel Lupi – 24
3. Ana Rita - 19
4. Manuel Caetano – 18
5. Joana Andrade – 17
6. Manuel Telles Bastos – 17
7. Tiago Cantante – 17
8. João M. Ribeiro Telles – 15
9. Duarte Pinto – 10
10. João Moura Caetano – 8
11. Tiago Martins – 8
12. Francisco palha – 7
13. João António B. Moura – 7
14. Tiago Pamplona – 6
15. Filipe Vinhais – 5
16. António Almeida – 4
17. Jason Palma – 4
18. Sário Cabral – 4
19. Agostinho Silva – 2
20. Júlio Filipe – 2
21. Lorival Bronze – 2
22. Rui Lopes – 2
23. Gonçalo Fernandes –1
24. Paulo Jorge Santos – 1
Festa de Campo no día 8
VILA FRANCA DE XIRA.- Festa de Campo de homenagem a João Villaverde, que estava agendada para o dia 1 de Dezembro para o Cabo da Lezíria em Vila franca de Xira, foi adiada para o dia 8 de Dezembro.
Nessa data, serao lidados novilhos da Herdade do Balancho para o cavaleiro Manuel Lupi, o novilheiro Nuno Casquinha, os novilheiros praticantes André Rocha, Manuel Luís Gomes (Escola de Toureio José Falcão) e Jesus Fernandez (Escola de Toureio de Barcelona) e ainda para o bezerrista João Villaverde Júnior. Grupo de Forcados Juvenis de Vila Franca de Xira.
A esta actividade seguir-se-á um almoço de convívio e tarde de fados.

platayoro.org continúa ampliandose...

PONTEVEDRA.- Nuestro querido amigo, excepcional taurino y entusiasta de Internet, Manolo Cruz Vélez, acaba de mejorar -constantemente lo hace- su famosa página www.platayoro.org Recién acaba de incluir en el apartado de dedicatorias (http://www.platayoro.org/lasfirmas.) nuevas fotos dedicadas de los novilleros Cayetano García y David Esteve, así como una hermosa foto de Talavante y otra muy especial del maestro jerezano José González "Copano" (en la foto, actualmente), quién tomó la alternativa en Jerez un 12 de Septiembre del 65 de manos de Joselito Huerta y como testigo Diego "Valor" ni más ni menos.

Libros : divulgación gratuita de NATURALES

Editorial Egartorre acaba de presentar su última publicación de tema taurino, ya disponible a la venta en librerías:

ANÁLISIS SIMBÓLICO DE LA TAUROMAQUIA
ARQUETIPOS DE UNA DANZA CÓSMICA

Retamales Rojas, Rebeca Madrid, 2006. 182 págs. 15 x 21 cm. Rústica plastificada.Nº28 Colecc. Burladero de Egartorre. Completo estudio sobre la tauromaquia desde el punto de vista psicológico escrito por una profesional.ISBN 8487325629 ....................................... 16,00 € P.V.P.


Cabe recordar también otros títulos recientemente publicados:

MIS PASIONES Y DECIRES CON CURRO ROMERO Y RAFAEL DE PAULA.

Huberto Apaolaza. Madrid, 2006. 138 págs. 15 x 21 cm. Rústica plastificada. Se lo oímos a nuestro admirado Antonio Ordóñez Araujo:«El toreo sin sentimiento no es casi nada»y Curro y Rafael replicaron:«…¡No es ná! (Curro Romero)…¡¡Ná de ná!!» (Rafael de Paula)

ISBN 8487325750 ................................................. 15,00 €


CRONOLOGÍA HISTÓRICA DEL TOREO 1526-2005.

Luis Felipe Odría.- Madrid, 2006. 523 págs. 17 x 24 cm. Rústica plastificada. Un nuevo e importante manual de consulta taurina. Anteriormente fue nuestra obra TOROS QUE HAN HECHO HISTORIA, una completa recopilación de datos sobre los toros más importantes de la última década y sus ganaderías. Ahora CRONOLOGÍA HISTÓRICA DEL TOREO pretende ser la mayor y más extensa recopilación de datos sobre toreros, desde 1526 hasta 2005. Los nombres de los toreros, sus fechas de nacimiento, debuts, alternativas, confirmaciones, matrimonios, despedidas, fallecimientos... Y completado con fechas de inauguraciónde plazas de toros de todo el mundo. Todo ordenado en una primera parte del libro por mes, día y año. Y completado con índices alfabéticos y temáticos para una fácil localización.

ISBN 8487325718 ................................................. 30,00 €


REPÚBLICA Y TOROS. ESPAÑA 1931-1939

Fernando Claramunt López Madrid, 2006. 284 págs. 15 x 21 cm. Rústica plastificada.Nº26 Colección Burladero de Egartorre. Una revisión profunda al mundo de los toros durante los años 1931 a 1939.

ISBN 848732567X ................................................. 18,00 €


PARNASO MANOLETISTA. 800 POEMAS DEDICADOS A MANOLETE 800.

Fernando del Arco antólogo Madrid, 2006. 595 págs. 17 x 24 cm. Rústica plastificada. Nº10 Colección El Albero de Egartorre. Los autores de este libro han sido cerca de medio millar, unos con nombres y apellidos y otros anónimos. Ellos son el alma y sentimiento de esta obra, sin olvidar ni un momento al eje inspirador de sus versos: Manolete. Impresionante trabajo de recopilación en el que Fernando del Arco nos ofrece ochocientos homenajes poéticos a la gran figura de Manolete. Epílogo del Dr. Fernando Claramunt.

ISBN 8487325556 ............................................ 40,00 €


FIESTA Y SENTIMIENTOS

Puebla Laguno, Luis Madrid, 2006. 109 Págs. 11 x 17 cm. Rústica plastificada.Nº6 Colección Tauromaquia de Bolsillo de Egartorre. Después de CLARINES DEL ALMA, su anterior libro, FIESTA Y SENTIMIENTOS nos descubre más, si cabe, la enorme sensibilidad de Puebla, la sencillez y encanto de sus poemas que, sin duda alguna, agradarán a todos los lectores.

ISBN 8487325653 ................................................ 9,00 €


MANOLETE, A LOS 50 AÑOS DE SU MUERTE Y 80 DE SU NACIMIENTO

Del Arco, Fernando. Madrid, 2006. 324 págs. 17 x 24 cm. Rústica plastificada.La 2ª edición actualizada de esta esperada obra desde que se agotara a finales del año pasado.Extraordinaria obra biográfica sobre la también extraordinaria figura del gran torero.

I.S.B.N. 8487325459 .......................................... 23,00 €

Esperamos que esta información sea de su interés

Contactos con : David García Ayensa david@egartorre.com

Egartorre, S.L.Primavera, 2 (Nave 31)28500 Arganda del Rey - Madrid

Telf: 918729390 - Fax: 918719399



Apoteósis taurina en Lima (Perú) que refleja Correo

LIMA.- No era sólo la cantidad de gente que –cual procesión pagana– se dirigía ansiosa, apresurada, hacia Acho. Todos hablando al mismo tiempo. Vociferando algunos. Bulliciosos, nerviosos, deseando ver algo grande, memorable. Todo el mundo se deseaba suerte mutuamente. Como si todos se dispusieran a emprender un azaroso viaje. Tanta expectativa empezaba a dar miedo. El infame dicho “tarde de expectación, tarde de decepción”, planeaba amenazador. Pero para ahuyentar las vibraciones negativas, en ese ambiente, con esas ganas, todo el mundo se mostraba predispuesto a aplaudir, a enardecerse, a entusiasmarse. A gritar roncos ¡oooolés! y sonoras ovaciones. El cartel prometía mucho y los abarrotados tendidos así lo demostraban. Barrera, antaño, torero de Lima. El Juli, sapiente primera figura, en plena madurez y Castella, que se ha metido a los limeños en el bolsillo con su entrega y valeroso pundonor.



Barrera : En el primero de la tarde, un coro de gargantas ansiosas celebró las verónicas de recibo. Con la muleta el toro embestía como para la faena soñada. Barrera toreó bien, pero con la muleta ligeramente retrasada, como es habitual en él, aunque el toro pidiera otra cosa. Templó los muletazos por ambos lados y dejó en la retina algunos muy buenos pases. Las series fueron breves, de tres, a lo sumo cuatro muletazos. De haber toreado en series más largas, el triunfo hubiera sido grande. Pero igual, las ovaciones no cesaban. Tras pinchar, dejó una estocada desprendida, de rápido efecto y cortó una oreja. El cuarto toro empezó haciendo cosas raras y ello quizá desconcertó a Barrera. Pero cuando lo sacó a los medios, éste cambió radicalmente. Los toros cambian mucho durante la lidia. Algunas series de muletazos fueron buenas, pero el conjunto de la labor estuvo por debajo de la calidad del astado. Dio una vuelta al ruedo que tuvo sabor de despedida del último “torero de Lima”.




El Juli : Su primer toro era complicado y echaba la cara arriba, tratando de enganchar la muleta. Embestía a arreones, bruscamente. El Juli lo toreó con suavidad, en medio de un respetuoso silencio, de esos que se dan en Acho y en muy pocas plazas más. Con la muleta, su temple infinitesimalmente preciso, jamás le permitió al brusco toro engancharla. A fuerza de porfiar, de exponer y siempre con el milagro de un temple perfecto, logró transformar al toro. Fue una faena de maestro. Para paladearla, para atesorarla. Para comprender cómo el buen hacer de un diestro puede terminar metamorfoseando un mal toro en uno casi lucido. Cerró su faena con largos circulares, impensables en ese astado al comenzar la faena. El público lo intuyó y lo ovacionó con fuerza. Pinchó, para luego dejar una estocada caída. Cortó una oreja merecida, pero gestionada indebidamente por sus banderilleros, que detuvieron el arrastre en medio de la impasibilidad del nulo presidente de Acho. El quinto completó el mal lote de El Juli. Pero no hay de qué lamentarse. A toreros así, a veces es mejor saborearlos ante toros difíciles. El mansurrón tomaba la muleta sin humillar y protestando. Pero de nuevo, lidió exponiendo, aguantando, consintiéndolo y no permitiéndole enganchar la muleta jamás. Llevando el engaño a la distancia exacta, logró meterlo en muleta e –increíblemente– le extrajo un par de series lucidas. Mató de buena estocada aunque algo trasera y cortó otra valiosa oreja. Los toreros deben juzgarse en función del toro que tengan delante. El Juli, ayer, fue un ejemplo vivo de ello.




Castella : El público de Lima es suyo. Se lo ha ganado a base de valor espartano, inmovilidad absoluta y derrochando ganas de triunfar. Ayer sorteó, además, el mejor lote. Su primero estaba justito de fuerzas, pero iba de largo y con buen son y él decidió no picarlo. Su habitual quite en los medios fue por tafalleras y el público lo vio puesto de pie. Recibió al toro, como suele hacer, en los medios cambiando la muleta por la espalda. Enlazó el siguiente cambiado con unos ligados derechazos y ello inició el delirio. El francés aprovechó las buenas condiciones del toro, unidas a su fuerza justita y nobleza. Así logró desarrollar una faena de corte ojedista. Erguido e inmóvil el torero, se enroscó al toro en pases ligados, en interminables idas y vueltas, con muletazos de todas las marcas que levantaban estentóreas ovaciones. El toreo de arrimón es lo suyo y el de Puga se prestaba a ello. Con templados muletazos, entrelazados unos con otros, haciendo girar al toro alrededor de él, emocionó y conquistó Acho. Algunos pedían incomprensiblemente el indulto y Castella trató de seguirles la cuerda, pero finalmente hizo lo correcto y mató de estocada desprendida, cortando dos orejas en medio de la apoteosis popular. El que cerró la tarde fue un buen toro y tampoco fue casi picado. Llegó con fuerza al último tercio y allí Castella mostró su punto débil. Una sucesión de muletazos enganchados podrían haber emborronado su labor, pero nadie en los tendidos se percataba de ello o parecía importarle. Cuando disminuyó la fuerza del astado, el diestro galo logró colocarse de nuevo entre los pitones y entonces se reinició el delirio en los tendidos de Acho. Erguido e inmóvil, se enroscó también a este toro en un ligado toreo ojedista, entusiasmando y escuchando ovaciones ininterrumpidas. Mató de estocada caída y trasera, pero el soberano es el público y sus percepciones. Dos orejas y él, con El Juli y el ganadero, dieron la vuelta al ruedo en hombros. Corrida de apoteosis, de triunfos sonoros y de faenas buenas. Como todos lo deseaban. Olé.




Los toros : Roberto Puga trajo a Acho un encierro bien presentado en términos generales, que posibilitó el triunfo de sus matadores. El primero, el menos cuajado del encierro; fue de largo y con fijeza a la muleta. Al segundo, le costaba mucho humillar, desparramaba la vista, embestía a arreones, rebrincando, echando la cara arriba. El tercero, tuvo poca fuerza; prácticamente no se le picó; así embistió con son y transmitiendo emoción; fue noble y repetidor, aunque escarbando entre series (mal síntoma); un sector desorientado del público pidió su indulto; finalmente le dieron vuelta al ruedo y ganó el Escapulario de Plata. ¿A un toro escarbador al que no se le había picado? Aunque usted no lo crea. El cuarto, abanto y mansurrón de salida, pero en la muleta, lidiado en los medios, cambió para bueno. El quinto, protestó en el caballo y fue complicado para la muleta. El sexto fue un precioso colorado, serio y bien armado; tampoco se le picó; dio buen juego.


Sexta Corrida de la Feria del Señor de los Milagros -Domingo 26 de noviembre, 3:30 p.m.- 6 toros de Roberto Puga. -Vicente Barrera (España): oreja; vuelta al ruedo. Julián López,- El Juli (España): oreja; oreja. -Sebastián Castella (Francia): dos orejas; dos orejas. Tarde ligeramente soleada. Entrada: lleno casi total.

(Pablo Gómez de Barbieri, en el CORREO (Perú) )

Sábado, Novembro 25

Reflexões éticas sobre
a utilização do toiro bravo na lide

Vale a pena ler de novo este interessante artigo do Dr. Joaquim Grave publicado no Boletim da Ordem dos Advogados em 2003.

N 27 Jul. Ago. 2003 Arquivo

O "bem estar animal" relativo ao toiro de lide tem, necessariamente, de ser equacionado em duas fases da sua vida: a produção, que se relaciona com o tempo em que o animal permanece no campo e que podemos chamar a sua vida privada, que dura normalmente quatro anos e a sua utilização no espectáculo das corridas de toiros, razão fundamental e única da sua produção e que podemos chamar a sua "vida pública", que dura aproximadamente vinte minutos.

Produção (criação) do toiro de lide

Por razões de ordem ética, comportamental e também de preservação de características absolutamente necessárias para uma boa funcionalidade no espectáculo a que se destina, procura-se que os animais permaneçam intocáveis até á sua lide em praça. A ética da lide exige que ele não tenha sido manipulado. O toiro deve estar puro de qualquer contacto e deve apresentar-se como um ser vivo preservado. Este isolamento apenas se altera por força dos tratamentos profiláticos, a que devem estar sujeitos, pelo menos uma vez por ano.

Se quanto a esta primeira fase, a produção, creio ser consensual a excelência do trato a que o toiro bravo é votado (sem paralelo entre os da sua espécie), o mesmo não acontece quanto à sua condição durante a utilização na corrida de toiros, naquilo a que vulgarmente chamamos a lide do toiro.

Utilização do toiro na corrida (lide)
O "bem estar animal" pode e deve ser definido e conhecido de um modo científico pondo de parte envolvimentos e considerações morais. O "bem estar animal" é um estado de completa saúde mental e física, onde o animal está em perfeita harmonia com o meio ambiente que o rodeia.O facto de ser aficionado à festa dos toiros, nunca ofuscou a minha curiosidade sobre as questões éticas ligadas à relação homem/animal na tauromaquia e de considerá-las extremamente importantes. Seria de todo imprudente, que aqueles que conhe cem a corrida não se preocupassem do estatuto ético do animal e deixassem o terreno desta reflexão, àqueles que a não conhecem. Em realidade, para se emitir uma opinião fundamentada sobre qualquer questão, neste caso um espectáculo, é necessário entendermos esse mesmo espectáculo. Os que à priori se negam ao seu entendimento, evocando um excesso de sensibilidade, podem presumir do que quiserem menos de entendimento. Poderão presumir se quiserem, de uma sensibilidade instintiva, primária, rudimentar, no fundo reflexa como a de um animal qualquer e reflectem mais depressa um déficit de sensibilidade do que, como afirmam, um excesso de sensibilidade.Na corrida existe uma certa ética na relação homem/animal, ou por outras palavras, e contrariamente ao que afirmam os que a não conhecem, na corrida o toiro não é tratado como uma coisa, já que não se lhe pode fazer qualquer coisa indiscriminadamente.
Existe uma dignidade intrínseca deste ser, que em tauromaquia se respeita, quer nas palavras, quer nos actos. Na prática, o respeito devido ao toiro reflecte-se de várias maneiras, entre as quais cito como exemplo, a definição de toiro como animal limpo e intocável e a regra de que nas sortes mais exigentes, o toiro deve investir a contra-querença, respeitando o princípio que o sofrimento que o animal se inflige, é de alguma maneira o efeito do seu próprio instinto ofensivo, da sua própria bravura. Quero com isto dizer que, a utilização do toiro de lide na corrida, repousa sobre a ideia que o animal que luta, enquanto seja um animal bravo, põe o valor intrínseco do seu combate por cima do seu próprio sofrimento - e é exactamente isto que o define como bravo. Existe uma ética que chamaria de "contratualista", que trata de ajustar as nossas regras éticas face aos animais em função do tipo de relação que tenhamos contratado com eles. Não existe pois ética face ao animal em geral, uma vez que o animal representa dois sentidos completamente diferentes, e o homem mantém dois grandes tipos de relação possíveis com o animal. Na classe dos animais, devem equacionar-se dois grandes universos opostos um ao outro; um que não exige nenhuma atenção particular, uma vez que não estabelecemos com eles nenhuma forma de pacto - são os "animais selvagens" - e outro universo, com o qual mantemos trocas e portanto uma forma no mínimo implícita de direitos, que são os "animais domésticos".

A ética da domesticação esteve no fundamento de todas as grandes formas do Direito. O Direito tradicional reconhece duas formas de seres, as pessoas (que são titulares de direitos, nomeadamente o da propriedade, mas que não podem elas mesmas ser possuídas ou vendidas) e as coisas (que não podem possuir, mas podem ser possuídas). O animal doméstico é como que um terceiro ser, nem pessoa nem coisa: como uma coisa, ele pode ser propriedade de alguém, mas ao contrário de uma coisa, não pode ser tratado de qualquer maneira e não podemos exercer sobre ele tratamentos cruéis.

Sabe-se que a questão de saber a qual das duas faunas (selvagem ou doméstica) pertenceria o toiro de lide foi de grande controvérsia em França, opondo aficionados e detractores das corridas. Na verdade, existe uma grande singularidade na relação homem/animal na corrida de toiros. O toiro é um animal de que o homem se apropriou. Além disso, ele serve um fim humano e a sua espécie só existe porque é utilizada pelo homem. Ele é o resultado (por selecção e controlo da reprodução) melhor adaptado ao fim a que se destina. Neste contexto, ele pode ser dito "doméstico" no sentido estrito da palavra. O paradoxo é que esta apropriação e esta utilização pelo homem, implica por outro lado, que ele seja criado preservando a sua rebeldia, a sua desconfiança e a sua agressividade, isto é, a sua hostilidade ao homem. É preciso torná-lo de certo modo, o mais doméstico possível (no duplo sentido da sua apropriação e da sua adaptação aos objectivos do homem) e, simultaneamente o menos doméstico possível (o mais rebelde possível ao homem, ou pelo menos o menos submisso possível). Tal é o paradoxo da bravura.
Vemos pois que todas as respostas às nossas questões da ética em relação ao animal e à da representação animal do toiro na corrida, que é o que está em causa, se apoiam num único conceito - a bravura. Toda a ética da corrida repousa pois sobre a ideia de bravura e, a sua legitimidade intelectual deve ser analisada sobre uma resposta simples a uma simples questão: "o que é o toiro?" O toiro de lide, o toiro bravo, não é nem uma coisa, nem uma pessoa, nem um animal doméstico, nem um animal selvagem, é um ser essencialmente bravo.

A ética do combate que pressupõe a lide, seria então modelada sobre o sentido desta bravura. Deve tratar-se o animal de acordo com a sua natureza específica, combatê-lo como toiro de luta, como toiro bravo. Quando o detractor da corrida vê (ou imagina) uma corrida, ele vê um animal sofrendo, ele assiste a um drama patético: os homens divertem-se martirizando um ser sensível. Pelo contrário, quando um aficionado assiste a uma corrida, ele vê um toiro que combate. O toiro, não é para ele, um ser que sofre, mas um ser que naturalmente luta. O animal em geral não existe, o que existe são espécies de seres vivos. O que existe, são vírus, mosquitos, cães,... toiros e homens. Daqui resulta uma moral. O toureiro, ou o aficionado, trata os mosquitos como mosquitos e não como seres vivos, nem como animais em geral; mas ele não trata o seu cão como um animal sofredor; ele trata o seu cão, animal familiar, como um animal familiar, e trata-o como deve, isto é, conforme ao que ele é por natureza e ao que ele é para ele, isto é, conforme a sua natureza de animal afectuoso e conforme às relações de afeição reciproca que ele deve ao animal familiar. Da mesma forma, ele trata o toiro de lide de acordo à sua própria natureza e ao que ele é para o homem, isto é, conforme a sua natureza de animal que luta. A ética tauromáquica é pois a seguinte: respeita-se a própria natureza do toiro combatendo-o, pois é um animal de combate: e na maneira como se combate, respeitam-se igualmente as relações singulares de amigo/inimigo que o homem tem para com ele.

O princípio subjacente a esta ética, é que o tratamento que o homem dá a cada espécie de ser vivo depende por um lado da relação, infinitamente variável, que ele pode estabelecer com cada uma delas e, por outro lado, pela natureza própria de cada ser. É uma espécie de ética aristotélica. Com efeito, o seu princípio é mais ou menos o seguinte: para cada ser, o seu bem supremo não é (pode não ser) simplesmente um estado passivo (o prazer em face à ausência de dor). O bem estar supremo pode residir numa actividade pela qual cada ser actualiza as suas potencialidades, pela qual realiza activamente a sua própria essência. É exactamente o que faz o toiro: sendo um ser por natureza bravo, ele realiza o seu grande bem lutando, ele realiza a sua natureza de lutador na luta, e ele realiza-se plenamente a ele próprio na corrida e pela corrida. (Joaquim Grave Médico Veterinário)
Autor : Joaquim Grave

Sexta-feira, Novembro 24

O que está por detrás das touradas : Um dia com
os toiros no Coliseum Figueirense

FIGUEIRA DA FOZ.- Há mais de cento y dez anos que a Figueira da Foz assiste a touradas no seu coliseu. E, apesar do espectáculo ser o expoente máximo da tauromaquia, há muitos outros procedimentos imprescindíveis. Muito trabalho tem que ser feito, muitos protocolos cumpridos. Foi isso que O Figueirense foi tentar saber, junto daqueles que fazem os preparativos da festa.
O início da tourada está agendado para as 18h00. No entanto, para que tudo corra na perfeição, os preparativos começam muitas horas antes. O Figueirense foi descobrir os preparativos antes do espectáculo, junto de Ilídio Oliveira, um homem que faz parte do Coliseu Figueirense há já 50 anos. Meio século de histórias para contar.

Logo às oito da manhã começa a preparação dos animais. Os cavalos têm de ser lavados e escovados, enquanto que os toiros são inspeccionados pelo veterinário, pesados, sorteados e embolados. Pela praça ainda há muito que fazer. Apesar da manutenção do espaço ser feita diariamente, antes de uma corrida merece um cuidado especial. Cerca de uma semana antes do espectáculo, as entidades oficiais – bombeiros, polícia e hospital – têm de ser informados acerca da corrida. Apesar de estarem sempre presentes dois médicos e um enfermeiro, e porque os acidentes podem acontecer, é necessário que o hospital tenha conhecimento de que, a qualquer momento, pode entrar alguém com ferimentos graves.

Durante o espectáculo a emoção toma conta não apenas dos cavaleiros e forcados, como também de todo um público. Antes de entrarem para a arena, é ritual uma ida à capela do coliseu, pedir não apenas que a sorte os acompanhe, como também protecção durante a corrida. O soar do trompete anuncia a cortesia, ou seja, a entrada de todos os intervenientes na arena. Após a apresentação e da retirada de palco, o trompete volta a soar para a entrada do primeiro cavaleiro. À porta do chamado “chiqueiro” estão dois homens atentos ao som que os autoriza a abrirem a porta para o touro invadir a arena. Ilídio Oliveira explicou a O Figueirense que “os moços que estão a trabalhar nas portas do chiqueiro têm de conhecer o som da corneta, caso contrário, não sabem quando devem abrir ou não a porta”.
A arena é um espaço privilegiado para Ilídio Oliveira. É na arena que acontece o espectáculo e, por isso, tem de estar na perfeição. Cerca de três horas antes da corrida, “é preciso regá-la por causa do pó”, contou o curador a O Figueirense. Mas, a experiência deste homem fê-lo saber que não pode ser uma rega qualquer. Tem de se ter em conta “onde bate e ainda irá bater a sombra”. Não poderá ter água a mais pois, se isso acontecer, “quando o cavaleiro vai a fugir do toiro, escorrega”, explicou Ilídio Oliveira. Se a arena não estiver em condições, a corrida pode ser cancelado pelo director. “Tem de ficar como uma alcatifa, pois quando o director chega, a primeira coisa que faz é ver se o piso está em condições”, contou o curador. Por outro lado, os moços da arena, estão sempre por detrás dos borladeros, situados na chamada teia, entre a arena e as bancadas, cuja função é, sempre que necessário, limpar a arena durante o espectáculo.


Como o toiro é um animal com um ouvido muito apurado, “o director da corrida não quer ninguém encostado à trincheira”, contou o curador, acrescentando que, se o animal estiver a ouvir muito barulho à volta pode-se desconcentrar e “não passa cartucho ao cavaleiro”.
Após a corrida, a arena tem de ser novamente limpa e, ao
longo do ano, têm de haver cuidados especiais. “Os animais fazem lá as necessidades e, apesar de serem limpas, ficam sempre algumas impurezas. Com a chuva, a arena cria erva, que vai ter de ser raspada”, concluiu Ilídio Oliveira. Um trabalho que o curador afiança que “não é fácil”, mas, “quando se tem amor pelo que se faz, nada custa”. E é com orgulho estampado no rosto que este homem mostra que a praça está bem tratada e preservada.
Para o espectáculo acontecer há ainda “vária papelada” a elaborar, que é organizada por Rui Marques, outra figura importante do Coliseu Figueirense.
Os toiros, quando chegam ao coliseu, vêm acompanhados por uma guia e pelo respectivo certificado, como explicou o veterinário Mário Carriço, a O Figueirense: “vêm para a corrida sete toiros acompanhados pelas guias e de um certificado que comprova que são animais da raça brava”. O certificado, que funciona como um bilhete de identidade do toiro, deixa de ter utilidade
após a corrida. Para cada corrida costumam vir sete toiros. Na arena entram seis, ficando o chamado “sobreiro” nos curros, para o caso de haver algum problema com algum dos animais.

Normalmente, após a corrida, os toiros são levados para o matadouro mais próximo para serem abatidos. No entanto, podem acontecer excepções. “Se houver um animal que tenha tido um comportamento excelente, o dono pode pedir que ele regresse à herdade, como pareador das vacas”, explicou Mário Carriço. Após provar “a sua nobreza” na praça, é tratado e pode voltar para a herdade. Assim, continua a existir como animal vivo, não tendo porém direito a um certificado. Quando os animais chegam ao local da tourada “são inspeccionados para vermos se têm algum defeito e se estão com uma apresentação condigna”, contou o veterinário, acrescentando que “ a seguir são pesados de acordo com a categoria das praças, que obedecem a pesos mínimos”. Na praça figueirense, que é categorizada como praça de segunda, os toiros têm de pesar, pelo menos, 430 quilogramas. Após serem pesados, os animais são aprovados. Este procedimento é feito quatro horas antes do sorteio.
Ora, o tradicional sorteio tem de ser realizado ao meio-dia, sendo este o primeiro contacto que os artistas, ou os seus representantes, têm com os toiros. Nesta fase de preparação, o grupo de animais é analisado e agrupado consoante o número de intervenientes. “Normalmente, por três intervenientes, são agrupados em conjuntos de dois animais, tentando sempre de ajustar as suas características para que sejam grupos homogéneos”, salientou Mário Carriço.
Após isto, “os grupos são escritos num papel e enrolados pela mesma pessoa da melhor forma possível, para que estes sejam semelhantes”, declarou a mesma fonte. A seguir, os papéis são colocados num boné e baralhados. “O toureiro mais velho tira o papel e fica a saber o grupo que lhe calhou. Após isto, os artistas vão observar os toiros, já nos curros, para verem os que são mais bonitos e maiores”, continuou o veterinário que estava no coliseu, acrescentando que, para além disso, “entre a quadrilha combinam qual vai sair em primeiro e em segundo para a arena”.

Após o sorteio, os toiros são levados para o embolador, para lhe serem embolados os chifres. No final do espectáculo é-lhes retirada a chamada ferragem e as bolas, e são levados para o matadouro, onde são mortos “no máximo dentro de cinco/seis horas”, concluiu o veterinário Mário Carriço. Como a entrada dos animais é registada, também a saída tem de o ser, bem como emitida a respectiva guia para o matadouro. Deste modo, cabe ao veterinário verificar as condições dos animais antes do espectáculo e, durante este, deve estar atento para evitar que o animal corra com lesões ou se está em demasiado sofrimento. Nestes casos, avisa o director da corrida do sucedido, para que acabe o espectáculo, ou o toiro seja substituído.

Há quase 51 anos, Ilídio Oliveira veio para o coliseu para pintar os portões. Mal ele sabia que iria permanecer naquele local por mais de meio século. O coração falou-lhe mais alto quando se apaixonou pela filha do então guarda do touril. Agora, passados mais de 50 anos, este homem é um verdadeiro contador de histórias. Ao evocar os tempos e as lembranças, a emoção toma conta daquele que é agora o principal curador da arena. Desde cedo começou a dar brilho ao espaço. E é com grande orgulho, misturado com um misto de emoção e amor pelo coliseu, que Ilídio Oliveira mostra a O Figueirense a placa que foi colocada no corredor do coliseu em sua homenagem. Nela pode ler-se a seguinte inscrição: “Pela dedicação e empenho, ao longo de 50 anos, a Companhia do Coliseu Figueirense homenageia o seu funcionário Ilídio Vitorino de Oliveira”. Foi na capela do Coliseu Figueirense que aconteceu a missa de celebração de 50 anos de casado, a par da celebração dos 50 anos de casa. Num coliseu que foi construído em cerca de 90 dias, em madeira, Ilídio Oliveira viu o espaço ser modernizado. Ao seu dedicado trabalho, aliam-se as histórias de uma vida.
“Em 1955, fizemos uma corrida de toiros por conta do Coliseu Figueirense. Tínhamos aqui um grupo de forcados, dos quais eu era o cabo. Nessa altura, os forcados iam numa galéria, uma carroça puxada por dois cavalos, ao domingo de manhã, distribuir os programas. Ora, nós íamos sentados de lado e os programas iam no fundo da carroça, onde estavam também os foguetes. O homem da corneta baixou-se e, em vez de apanhar a corneta, apanhou um foguete. Nem queira saber o que aconteceu. Eram uns a mandarem-se da carroça a baixo… a carroça toda queimada… os cavalos espantaram-se e foram directos para a água. Bem, a malta lá foi para o hospital curar-se antes de ir-mos… para o posto! Teve o meu patrão de ir pedir para nos soltarem porque tínhamos de ir pegar os toiros. Lá nos deixaram ir, mas na segunda-feira tivemos de nos voltar a apresentar. À parte disso, tivemos uma corrida em cheio”. Esta é apenas uma das inúmeras histórias que Ilídio Oliveira tem para contar. Por ele já passou um pouco de tudo. Desde os toiros que fugiram para a praia ou para o quartel, O Figueirense teve a honra de ouvir um pouco de tudo. Sempre com um misto de simpatia e nostalgia envoltas numa grande paixão pelo seu trabalho, pelo ‘seu’ coliseu.
(Ana Borges in O Figueirense)

Bandas de Música taurinas :
Centro Cultural Azambujense

AZAMBUJA.- A Banda Filarmónica, Centro Cultural Azambujense, oficialmente fundado em 21/05/1901, já existia antes de 16 de Setembro de 1855, segundo Auto de Aclamação, lavrado pela Câmara Municipal de Azambuja. Em 1905 participou em touradas realizadas nas férias de Gado em Azambuja, com membros de altos individualidades, do regime monárquico da época, segundo documentos existentes no Museu do Valverde (Azambuja). Ao longo da sua existência, percorreu várias instalações em sedes emprestadas, sofreu várias crises e interrupções, tendo adoptado outros nomes como: Sociedade Filarmónica Azambujense ou Banda dos Bombeiros Voluntários, até que em 13/02/1958 surgiu a denominação actual com Brasão e Bandeira. Durante os longos anos de vida tocou sempre em festas, procissões, touradas e arraiais a contente dos Azambujenses.
Dos Maestros que regeram a Banda, há conhecimentos, entre outros, de João Pedro Vieira, Virgílio Venceslau, Zózinho Cabecinha, Eugénio Castro, Celestino Rapôso, Jaime Mendes, Reis de Carvalho e Américo Borda d’água, João Teófilo, Pedro Simão, Paulo Garção, João Borges e é actualmente dirigida pelo Sr. Tenente Coronel Reginaldo Serpa das Neves. É actualmente dirigida pelo Músico da Banda da P.S.P. Sr. Cassiano Cardoso. exercendo o cargo de Chefe.

A Banda tem actuado em vários espectáculos musicais promovidos pelo INATEL, em Festas, Touradas e em intercâmbios com outras colectividades de norte a sul do País. Em 1996 deslocou-se à cidade de Troyes em França, onde teve uma excelente actuação para os nosso emigrantes. Em 2001 deslocou-se também à cidade de Hamburgo na Alemanha a convite de uma organização de descendentes de emigrantes portugueses com actuação primorosa.

Em Abril de 2002 foram entregues provisoriamente as chaves da nova sede na Quinta da Mina, equipamento muito importante para o desenvolvimento das várias vertentes da música e outras expressões artísticas. Contam também com a Escola de Iniciação Musical com 32 alunos, a Escola de Guitarra, Piano e Percussão.

Em Setembro de 2002 foi entregue a direcção artística e técnica da Banda e Escola de Música ao senhor Maestro Tenente Coronel Reginaldo Serpa das Neves coadjuvado pelo Senhor Sargento Carmindo e Senhor Músico João Coelho na Escola de Música. Recentemente, a Escola tem como colaboradores os Professores : Prof. José Luís Pereira em Trompete, o Prof. Luís Simões em Guitarra, Viola e Piano. Os músicos Sr. Gil Faria em Percussão, Carlos Gonçalves em Trombone de Varas e Bombardino e o Sr. Francisco Carniça no Solfejo.

A partir de 1 de Outubro de 2006 a regência da Banda do C.C.A. assim como a Escola de Música, foram entregues á responsabilidade do Maestro Cassiano Cardoso coadjuvado pelo Músico Francisco Carniça e Professores José Luís Pereira nas Escolinhas, Gil Faria na percussão, Jorge Mata nos Saxofones, Paulo Gaspar nos Clarinetes, dão também aulas de instrumentos.
morada :
Quinta da Mina - 2050 AZAMBUJA
telefone 967606456 / 263-403297
email
ccazambujense@gmail.com
site http://www.cca.do.sapo.pt

La otra cara de la Fiesta : los fabricantes de banderillas

MONTIJO.- Vítor Manuel Morgado Costa tem 37 anos e desde os 12 de idade que trabalha na confecção de bandarilhas para o mundo da tauromaquia. Começou com o seu pai, que por sua vez seguiu os ensinamentos de seu avô, que continuou a arte de um tio. Uma tradição familiar que ainda hoje se mantém. Vítor diz com um orgulho interminável que a sua filha, com apenas dez anos já confecciona bandarilhas. “A família tem seguido a arte”, diz.
Para se conseguir fazer um trabalho desta natureza é necessário se gostar bastante do mundo dos toiros, e Vítor é um aficionado de mão cheia. Percorre as corridas em Portugal, Espanha e França. E, além de mostrar o seu trabalho, ele ajuda os toureiros e cavaleiros com os afazeres da corrida. Um verdadeiro amor à arte. Mas, este amor só não chega para sobreviver pois esta é uma arte sazonal, e este artesão divide o tempo entre a sua oficina e o seu trabalho numa firma. Isto deve-se ao facto da temporada taurina não se desenvolver durante todo o ano, e o Inverno é uma época baixa, pois não há corridas e os materiais, como o papel utilizado, são mais perecíveis devido à humidade. Porém, tem contrato certo com determinados cavaleiros e prepara as suas corridas.
As suas peças são essencialmente para serem utilizadas nas corridas de toiros, embora faça algum artesanato para venda a particulares de vez em quando. É o caso das exposições que realiza, de cada vez que é convidado pela Câmara Municipal de Montijo e se pode deslocar.O seu trabalho requer determinados preceitos e medidas, que Vítor se orgulha de respeitar. E diz-nos, com sorriso largo, que sabe as medidas dos cavaleiros e as cores que cada um prefere nas suas bandarilhas. Dá-nos como exemplo o cavaleiro Paulo Caetano que gosta das suas bandarilhas todas brancas. Aliás, podem-se usar todas as cores excepto o amarelo, por uma questão de superstição.
Por mais peças que faça, e são muitas durante a temporada taurina, cada peça tem um carácter artesanal, pois é totalmente concebida à mão, desde o preparar a madeira até ao enfeitar da bandarilha.
Quando falamos do futuro da profissão refere que é uma arte com futuro, pois as corridas de toiros são uma tradição e não vão terminar. Desde que haja festa brava terão que existir artesãos desta natureza. E com a tradição familiar assegurada pela filha o futuro só poderá ser risonho.

CONTACTO : Bandarilhas - Vítor Manuel Morgado Costa- Rua Florbela Espanca, n.º 159- Bairro do Areias 2870 Montijo (PORTUGAL) .


Mario Coelho fala alto e claro e avisa da
presença dos coveiros da Festa...

Mais de uma centena de aficionados participou no debate e está pessimista quanto ao futuro da Praça de Toiros Palha Blanco.
Aficionados de Vila Franca animam serão polémico à volta da festa dos toiros.
No seu estilo frontal e polémico, Mário Coelho deixou várias farpas aos que acusou de destruírem a festa de toiros em Vila Franca. O maestro teme que a centenária praça Palha Blanco tenha os dias contados.

VILA FRANCA DE XIRA.- “Apelidar Vila Franca como a Sevilha Portuguesa é uma ofensa para Sevilha”. A frase polémica foi lançada pelo matador de toiros Mário Coelho num serão taurino que juntou mais de uma centena de pessoas na quinta-feira, 16 de Novembro, no auditório da Junta de Freguesia de Vila Franca. Para o maestro, a situação da praça de toiros de Vila Franca de Xira é dramática, “bateu no fundo” e a hipótese da praça ser demolida para dar lugar a um projecto imobiliário não deve ser desprezada. “Já sonhei que Vila Franca vai ter o mesmo destino de Cascais ou Algés”, referiu.
Mário Coelho defendeu que a Palha Blanco deve ser gerida por um taurino de Vila Franca e mostrou-se disponível para colocar a sua experiência de 50 anos de actividade ao serviço de um projecto de revitalização do espaço. “Há uma luta silenciosa que não se vê, mas se sente”, disse. “Com os subsídios que a câmara dá ao empresário trazia aqui cartéis dignos e punha mais gente na praça”, acrescentou.
O toureiro referiu, sem reservas, que “há várias figuras” que recusam tourear na praça que foi durante décadas o “termómetro da festa portuguesa” e apontou o dedo aos últimos empresários que acusou de promoverem espectáculos sem qualidade e desprezarem os jovens toureiros de Vila Franca. “A última novilhada teve dois novilheiros de fora e um de Vila Franca”, recordou. “O empresário não gosta do toureio a pé”, acrescentou.
O maestro referiu que “quem explora a Praça de Vila Franca tem múltiplos interesses na festa e monta o cartel mais barato recorrendo a toureiros que apodera e ao filho de um dos cavaleiros para pagar menos um cachet”. António Manuel Cardoso ouviu atentamente todas as críticas do maestro, e de vários aficionados, mas recusou fazer comentários. “Não sou aficionado de Vila Franca, estou aqui só para ouvir”, disse a O MIRANTE com alguma ironia. O empresário, conhecido no meio por Nené, terminou agora um período de dois anos de concessão da praça e tem mais um de opção. Nos últimos dois anos, António Cardoso pagou 48 mil euros anuais à Misericórdia de Vila Franca de Xira.
Mas as farpas críticas de Mário Coelho também foram direitinhas aos aficionados de Vila Franca que não acarinham os toureiros da terra. “Há aqui três tauromaquias inimigas que se combatem”, referiu. O matador ficou chocado com o facto de à hora em que decorria a novilhada da Feira de Outubro, algumas tertúlias de Vila Franca “estarem cheias de pseudo aficionados a comerem e a beberem copos.”
Com a experiência dos seus 70 anos de vida e de meio século dedicado à actividade de toureiro, Mário Coelho considerou que “há muitos culpados” da situação em que caiu a festa em Vila Franca e lançou o repto para que os taurinos se unam e ajudem a recuperar a força taurina. “Se calhar eu também sou culpado”, reconheceu
O maestro sugeriu que a revitalização da festa deve começar nas mais de 30 tertúlias espalhadas pela cidade. “Se cada uma ficar com 100 bilhetes, a praça enche”, sugeriu. Mário Coelho não concorda que a câmara gaste “milhares de contos” em bilhetes e os distribua por pessoas que podem pagar e por alguns, “que nem sequer são aficionados”. Segundo o toureiro, os bilhetes devem ser oferecidos às crianças das escolas que podem arrastar os pais e ajudar a construir novos aficionados.
O maestro lamentou que, nesta e noutras matérias, nunca tenha sido ouvido e acusou a cidade e quem a gere de ingratidão para com os toureiros que levaram bem alto o nome de Vila Franca. “Fiz 1500 corridas, apresentado como o Mário Coelho de Vila Franca e esta minha triste cidade nunca me procurou”, lamentou. (O MIRANTE)

La eterna cuestión de Olivença, nuevamente...

El Grupo de Amigos de Olivença volvió a la carga en las últimas horas, con su histórica reivindicación, haciendo público el siguiente manifiesto, sobre la situación de aquella población pacense, tan taurina por cierto... La proclama dice así :
Encontrando-se o Presidente do Governo de Espanha e o Primeiro-ministro dePortugal, na XXII Cimeira Luso-Espanhola, a Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença dirigiu a cada uma daquelas personalidades uma carta onde assinala, em síntese, o seguinte:
A Questão de Olivença, inquestionavelmente presente na realidade política luso-espanhola, continua por resolver, uma vez que Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território e considera o mesmo, de jure, português. Aliás, o Governo português, conforme o comando constitucional, tem reafirmado publicamente que «mantém a posição conhecida quanto àdelimitação das fronteiras do território nacional».
O litígio à volta da soberania de Olivença, propiciando, pela sua natureza, desconfiança e reserva entre os dois Estados, tem efeitos reais e negativos no seu relacionamento. Se o confronto se evidencia em episódios «menores», também é certo que muitos dos atritos e dificuldades verificados em áreas relevantes da política bilateral terão causa na persistência da Questão de Olivença.
Porque uma política de boa vizinhança entre os dois Estados não pode ser construída sobre equívocos e ressentimentos, sendo escusada, inadmissível einsustentável a tentativa de esconder a existência política da Questão de Olivença e os prejuízos que traz ao relacionamento peninsular, impõe-se que a mesma seja inscrita - com natural frontalidade e sem subterfúgios - na agenda diplomática luso-espanhola.
As circunstâncias actuais, integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços políticos, económicos e militares, com salutar aproximação e colaboração em vastas áreas, são propícias a que ambos os Estados assumam que é chegado o momento de discutir, de forma adequada, a Questão de Olivença e de dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional.
O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 68 anos de esforços pela retrocessão do território, lança o desafio aos Governantes dos dois Estados para que, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, dêem início a conversações que conduzam à solução justa do litígio.
O Grupo dos Amigos de Olivença apela ao Governo de Portugal para que leve por diante a sustentação dos direitos de Portugal e aguarda do Governo de Espanha que reconheça a ilegitimidade da sua presença nas terras oliventinas.
*OLIVENÇA É TERRA PORTUGUESA!
VIVA OLIVENÇA PORTUGUESA!
Serviço Informativo do GAO.
Lisboa, 24 de Novembro de 2006.
Rua Portas S. Antão, 58 (Casa do Alentejo) -1150-268 Lisboa

Nuevo grafismo, nueva etapa en O Mirante

Coincidiendo con su 19 cumpleaños, O MIRANTE, el semanario regional de O Ribatejo que edita nuestro admirado amigo y extraordinario periodista, Joaquim António Emídio, ha procedido a la remodelación gráfica y rediseño, logrando un aspecto aún más atractivo y sin duda excelente, con un nuevo orden y mejora notable en la presentación de los contenidos informativos.
O MIRANTE es una publicación modélica que en muy poco tiempo se ha convertido en la mejor y más importante de Portugal. Ya en el plano de la Tauromaquia, esta tiene siempre cabida en sus páginas, en forma de atractivos reportajes -modélicos, bien documentados y de máxima actualidad- que semanalmente nos traen siempre motivos de apasionante lectura.

Para los habitantes de la región de O Ribatejo, comprar O MIRANTE parece una ineludible y placentera obligación a la que no deben sustraerse.Para los que son de fuera de esta región, hay siempre la posibilidad de suscribirse a precios muy económicos. Y aún, la consulta vía internet en www.omirante.pt Claro que, quien pase por Santarêm, Vila Franca, Chamusca o cualquier población de O Ribatejo, no debe dejar de pasar la oportunidad de pedir en un kiosko O MIRANTE, podrá comprobar que es un orgullo para la prensa regional portuguesa tener tan digno ejemplo como lo es el semanário que dirige con tanto acierto el gran periodista Alberto Bastos. - (EUGENIO EIROA)

Quarta-feira, Novembro 22

Un interesante apunte, una reflexión en voz alta...

SOMOS DOS TOIROS

SOMOS PORTUGUESES



MOÇÃO DE ESTRATÉGIA SECTORIAL

Subscritores :
NUNO MARIA BONNEVILLE
CARLOS PASSANHA



BRAVO,
ZAINO
E BEM POSTO


O Toiro, Toiro.
Sério, nobre, encastado. A bravia capona que salpica os campos de Portugal, com a sua imponência única e distante.
Amado, esculpido, pintado, cantado, é uma marca de respeito tatuada na cultura portuguesa. A sua história, percorre e acompanha a da Península, a sua alma vinca o fervor do sangue latino que faz de nós, orgulhosamente portugueses.
Animal de apuramento único e de extraordinária evolução, é hoje o exemplo da dedicação e amor ganadero, por uma espécie tão singular. Ícone único dos campos portugueses, paixão de gerações sucessivas, tem sabido deixar inscrita a sua casta pelos quatro cantos do mundo. Palha, Passanha, Infante da Câmara, Condessa de Sobral, Pinto Barreiros, Grave, nomes deste Portugal aclamados por todo a parte.
Toiro, presente é a nossa homenagem. Toiro lindo, bravo, zaino e bem posto.




AO ESTRIBO DE CIMA P’RA BAIXO


O debruado doirado da casaca, a certeza negra do tricórnio e o raro bailar de um lusitano. É o toreio português, à antiga portuguesa de marialvas e cavaleiros.
Esta é a inquestionável escola da arte de bem montar, o emblema raro da nossa primazia, digno da admiração e respeito pelas praças de todo o lado.
A referência de João Núncio, a marca de Simão da Veiga, a escola de David Ribeiro Telles, o espectáculo de Mestre Baptista ou a maestria de João Moura, constituem história e marcam esta arte tão única, tão bela e tão portuguesa.
Também é Portugal esse lusitano, também é Portugal essa raça que dá ao cavalo o seu nome de honra.
Também é Portugal essa sorte de cite templado, também é Portugal quando as sedas são capote, também é Portugal, esse curto ou comprido, ao estribo de cima p’ra baixo




TOCA P’RÁ UNHA


Jaqueta apertada, barrete verde e a cinta escarlate da cor do sangue e do vinho. É a galhardia a firmar o passo decidido no redondel, mão na cintura alegrando o cite: Eh Toiro!
Brava forcadagem, que faz jus a esse sangue luso, que nos enche o peito. Num misto de respeito e coragem, é ele, o moço do forcado quem vai ao toiro. Único e espectacular, de incontestável verdade, é este país em praça, este país em raça, frente ao Toiro na arena.
Salvação Barreto, Mascarenhas, Malta, Comenda, Duque, Zuzarte, Rhodes Sérgio, Patinhas, José Baptista, Horácio Lopes, João Bonneville Franco, José Pedro Faro, José Luís Gomes, alguns nomes que rasgaram praças em aclamação. Gentes nossas que deram nome e honra á jaqueta que os abraçou. Amadores de sempre, aficcionados de alma como raros.
Muito de vós é Portugal, o vosso Portugal, que orgulham quando toca p’rá unha.




À CUNHA


É esse o palco. É esse o teatro das emoções, das gentes que vivem, que batem o coração naquele redondel.
É este o lugar do aficcionado, que reis e plebeus ocuparam, com a mesma paixão, o mesmo vibrar e viver tão português. Aquela mesma terra quente, aquele mesmo burladero apertado, aquela teia colorida e a bancada atenta fazem da praça de Toiros, o palco, por excelência.
A mítica Palha Blanco, a imponente de Santarém, a histórica de Abiul, a apaixonante de Évora, o glorioso Campo Pequeno e outros tantos redondéis que marcam Portugal e o fazem ainda mais português.
É vida, cor e garra. É raça, destreza e galhardia. É pasodoble, cornetim e ovação. É ser Português. È beber Portugal de um trago. É ir aos Toiros em praça á cunha.




CULTURA E TRADIÇÃO


Cultura é a raiz de um povo. Cultura não é a genialidade atribuída a alguns intelectuais. Cultura é amar o que é nosso, viver o que é nosso. Cultura é tradição.
Cultura não é olhar o passado com nostalgia, é revivê-lo. Cultura não é a subjugação ao progresso. É o respeitar de uma história. Cultura é tradição.
Que é feito das tardes das esperas? Que é feito das largadas? Que é feito das tardes de glória e emoção?
Não lembram um país que é muito nosso. Uma raiz que querem esquecer. Uma tradição que querem matar.
Somos de direita, somos pelo amor a Portugal, somos pela história que esta terra nos conta e não pela que nos querem contar.
Somos pela cultura do que é nosso. Somos pela tradição.


SOMOS DOS TOIROS
SOMOS PORTUGUESES

NUNO MARIA BONNEVILLE
CARLOS PASSANHA

Otro weblog que recomendamos...

PONTEVEDRA.- Ahora que hay más tiempo para la lectura, recomendamos desde aquí una visita al weblog titulado OS MARIALVAS : polos caminhos de Portugal. De cuidados textos, reune sentimientos y cercanías a esencias vivas del alma portuguesa, de la Fiesta y de las Tradiciones.

Terça-feira, Novembro 21

Número de novembro do Novo Burladero

LISBOA.- A edição N.º 217 da revista NOVO BURLADERO, referente ao mês de Novembro, já está nas bancas.
Na penúltima edição de 2006, os destaques vão para a grande entrevista ao matador de toiros Vitor Mendes, por ocasião das suas Bodas de Prata de Alternativa; e ainda para a homenagem da N.B. ao cavaleiro José Barahona Núncio, falecido no passado mês de Outubro, trabalho que inclui artigos de Conchita Cintrón, Dr. Joaquim Grave, Coronel José Henriques, Solilóquio e Dr. José Núncio Fragoso.
Faz-se também o balanço da primeira temporada do "novo" Campo Pequeno. A N.B. esteve no festival que em Coruche se realizou em homenagem a António Sacramento.
Em Recordações a Preto e Branco, António José Zuzarte fala-nos do episódio dramático ocorrido na Amareleja em 1976, quando a praça desmontável se desmoronou.
A N.B. esteve nas entregas de prémios atribuídos pela Tertúlia Tauromáquica Sobralense e pela Taberna Al-Andaluz. Em Episódios da História, o Coronel José Henriques recorda a corrida em que Júlio Robles conquistou Sevilha.
Destaque igualmente para a reportagem sobre o Campeonato do Mundo de Equitação de Trabalho, em que Portugal se sagrou campeão, colectiva e individualmente.

Recomendamos vivamente su lectura...


Domingo, Novembro 19

Prémios da Tertúlia Tauromáquica Setubalense

SETUBAL.- A Tertúlia Tauromáquica Setubalense elegeu os seus triunfadores da temporada realizada na Praça de Toiros Carlos Relvas, prémios que serão entregues no dia 11 de Fevereiro.

Melhor Lide a Cavalo: Luís Rouxinol e Rui Salvador
Melhor Grupo de Forcados: Amadores de Montemor
Melhor Brega: João Santos
Melhor Ganadaria: Em Branco
Consagração 2006: Ana Batista
Carreira (Cavaleiro Tauromáquico): Joaquim Bastinhas
Carreira (Matador de Toiros): José Luís Gonçalves
Carreira (Peão de Brega): Francisco Plirú
Futuro: Tiago Cantante
Afición: Maurício do Vale

Triunfadores da temporada na Palha Blanco

VILA FRANCA DE XIRA.- A direcção do Clube Taurino Vilafranquense deu a conhecer a lista de triunfadores da temporada de 2006 na Praça de Toiros Palha Blanco.
Melhor Curro: Deserto
Melhor Lide de Cavaleiro: Deserto
Melhor Faena de Matador: Deserto
Melhor Peão de Brega: David Antunes, João Pedro e Pedro Paulino pela actuação da quadrilha no sexto da corrida de 2 de Julho, de Oliveira, Irmãos, ao serviço de José Luís Gonçalves
Melhor Pega: Ricardo Patusco, dos Amadores de Vila Franca de Xira, ao sexto toiro na corrida de Miura
Prémios Especiais: - António Pica Tereno e Comissão de Festas de Barrancos, pela coragem de levar novilheiros portugueses a matarem os novilhos pela Feira de Nossa Senhora da Conceição;
- António João Ferreira pela temporada em Espanha e França

Conferência de Vítor Mendes no día 23 em Vila Franca

VILA FRANCA DE XIRA.- Será no próximo día 23. Vítor Mendes, de novo conferenciante. A Escola de Toureio José Falcão de Vila Franca de Xira levará a cabo no 23 do corrente mês conferência, no auditório da Junta de Freguesia local, sendo a vez de Vitor Mendes debruçar-se sobre o tema “Experiências de Um Maestro do Toureio: Presente e Futuro do Toureio Apeado em Portugal”. A entrada é livre e têm início às 22 horas.

Carta del Director : Renascença apuñala su pasado

Leído en "Correio da Manhá" : "- ’Sombra-Sol’ (na OM da Rádio Renascença) fará a última emissão no próximo sábado. A nova programação da emissora (e dos seus regionais) não inclui programa taurino, tendo o autor rejeitado a troca por uma rubrica semanal."
¡Bravo!. La emisora de los curas ya está en lo políticamente correcto. Sus dirigentes actuales ya están en el buen camino. Otros que se suben al carro del oportunismo y niegan la pluralidad informativa que una audiencia universal -como se presume es la de RR- merecería... Un medio de comunicación más que se instala en la moda anti-taurina.
Pero en el caso de la Renascença es grave, muy grave. Porque reniegan de su pasado reciente. Aún hace muy pocos años, la RR -emisora católica portuguesa- organizaba cada verano sus propias corridas, que promovía con especial énfasis...
Esta puñalada a la Fiesta hecha por la Renascença es una puñalada a su propia historia. Pero...¿nos podemos extrañar cuando el número de sepulcros blanqueados es cada vez mayor en esta Sociedad en la que vivimos?. - EUGENIO EIROA

Clube Taurino organiza nova homenagem
a João Villaverde em Vila Franca de Xira

VILA FRANCA DE XIRA.- O Clube Taurino Vilafranquense realiza no próximo dia 1 de Dezembro (feriado nacional) no Cabo da Lezíria a Festa de Campo João Villaverde, um evento que surge na sequência do sucesso da Festa de Campo realizada no ano passado, em homenagem ao toureiro falecido há pouco mais de um ano.
A Festa de Campo conta com novilhos da Herdade do Balancho para o cavaleiro Manuel Lupi, o novilheiro Nuno Casquinha, os novilheiros praticantes André Rocha, Manuel Luís Gomes (Escola de Toureio José Falcão) e Jesus Fernandez (Escola de Toureio de Barcelona) e também para o bezerrista João Villaverde Júnior, filho do malogrado taurino. Estará também presente o Grupo de Forcados Juvenis de Vila Franca de Xira.
A seguir à Festa de Campo haverá um almoço de convívio e uma tarde de fados. Para a Festa de Campo os bilhetes custam cinco “bandarilhas” e para o almoço e a tarde de fados custam dez “bandarilhas”, podendo ambos ser adquiridos no local. (O MIRANTE)

Una buena noticia para un domingo como este

El presidente de La Rioja
se reafirma en el apoyo
a la fiesta de los toros

Compartió café y sobremesa con los matadores
'El Puno', 'Frascuelo' y el máximo responsable del CTL,
con quienes coincidió en un mesón logroñés


LOGROÑO.- Hallábase el presidente de La Rioja, Pedro Sanz, el pasado día 10 compartiendo almuerzo en un discreto mesón logroñés con sus colaboradores directos Emilio del Río, Carlos Cuevas y Ana Elvira Martínez, cuando llegaron a lidiar la misma faena el presidente del Club Taurino de Logroño, Isidro Torres, y los matadores de toros Jaime González 'El Puno" y Carlos Escolar 'Frascuelo'.
Tras los saludos de cortesía y presentación, acabaron las dos 'cuadrillas' sus faenas y antes de despedirse de la 'plaza', el maestro de La Rioja, que presume de aficionado y en ocasiones lo ha demostrado prácticamente de salón y con becerras, se sentó con los toreros convidándolos a café. El presidente fue informado de que 'Frascuelo' todavía estaba en activo y había toreado 13 años ininterrumpidos en Las Ventas de Madrid, lo ha hecho esta misma temporada, y de 'El Puno' se le indicó que había actuado cinco tardes en La Manzanera, una alternando con Puerta y Camino, y muchas más en festivales modestos de La Rioja.
Los espadas se sorprendieron de las inquietudes del mandatario riojano que dijo: «En esta Comunidad se apoya lo que es cultura taurina y hay firme interés de que los festejos taurinos cumplan las normas reglamentarias, que las presidencias sean correctas y los gubernativos competentes. Se apoyan los conciertos de música taurina, la promoción de noveles a través de la Federación riojana y se estimula a los toreros con trofeos importantes y concedidos con rigurosidad para que tengan sentido».
'Frascuelo' dijo que «era una bendición escuchar hablar así de la fiesta a un político relevante cuando en otros lugares con seria tradición se trataba de borrar la fiesta de los toros con argumentos animalistas».
'El Puno' dijo: «En Cataluña van contra el toreo no por defender animales o personas, sino por ser fiesta española e ir contra lo español». El presidente añadió: «He leído que en los años 50 y 60 había toros en Barcelona en dos plazas, se programaban más festejos que en Madrid y que Palma de Mallorca organizaba 30 corridas al año en aquellos años».
«Yo tomé la alternativa en Barcelona, después de triunfar allí en novilladas, de manos de Paquirri y con Paco Alcalde en el cartel, añadió 'Frascuelo'. Se llenaba la plaza que es la segunda más grande de España».
«Pienso», dijo el presidente, «que ir contra la fiesta de toros, que no sólo es el toreo en plazas sino otras modalidades más, es ir contra siglos de tradición, cultura, historia y una fuente de inspiración de artistas y escritores. Albert Boadella, catalán, dice que hasta ecológicamente conviene que haya toros en España como mantenimiento de grandes extensiones que no sirven para otra cosa y se degradarían». ( PEDRO MARI AZOFRA en la edición de LA RIOJA, de El CORREO )

Divulgación gratuita de NATURALES

CAMPO PEQUENO

7 DE SETEMBRO DE 2006

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Sábado, Novembro 18

Escalafon 2006 en Portugal según el Sindicato de Toreros


Com 60 corridas nas estatísticas do sindicato, seguido por Vitor Ribeiro com 43 e Ana Batista com 42, Luis Rouxinol foi o cavaleiro que mais toureo na temporada 2006 já finalizada.


Luis Rouxinol
60 corridas


Vitor Ribeiro
43

Ana Batista
42

Joaquim Bastinhas
42
Outros cavaleiros no ano 2006 :

António Telles
35
João Salgueiro
33
Rui Salvador
31
Sónia Matias
31
Carlos Alves
22
Marco José
22
Gilberto Filipe
20
José Manuel Duarte
20
António Semedo
18
Pedro Salvador
17
Filipe Gonçalves
16
José Cortes
13
Bernard Guillibert
9
António B. Paes
8
João Moura Caetano
8
João Zúquete
7
Jason Palma
6
Miguel Duarte
6
Paulo Jorge Ferreira
6
Rogério Travessa
6
Francisco Núncio
5
Manuel Telles Bastos
5
Rui Santos
5
Tiago Pamplona
5
Vasco Taborda
4
João Telles
3
Paulo Jorge Santos
3
José Luis Cochicho
1
Alvarito Bronce
1
Paulo Caetano
1

Mais uma vez : Olivença recebe a Feira Ibérica do Toiro

MOURAO.- A quinta edição da "Feira Ibérica do Toiro", que habitualmente se realizava em Setembro, na cidade espanhola de Olivença, foi marcada para Março de 2007, coincidindo com a tradicional feira taurina.
A feira de Olivença tem normalmente duas corridas de toiros e uma novilhada, mas é provável que a próxima edição tenha mais uma corrida de toiros.
A data para a realização da feira será na primeira semana de Março, abarcando o sábado e o domingo. (PATRICIA SARDINHA)

Nueva exposición de pintura taurina :
"TAUROMAQUIA"

MOURAO.- Será de 11 a 3 de Dezembro de 2006, em Evora. O holandês Bert Holvast, artista plástico nascido em Wedde em 1953, que trocou em 1984 o seu país por Portugal, inauguraba no dia 11 de Novembro - pelas 17 horas na igreja de S.Vicente, em Évora, o seu trabalho de pintura intitulado "Tauromaquia", numa organização da Câmara Municipal de Évora.

Novo site na Internet

MOURAO.- O novilheiro Nuno Casquinha tem um novo site, muito bem elaborado por Pedro Caldeira:
www.nunocasquinha.no.comunidades.net

Recomendamos vivamente a sua leitura.

Nuno Casquinha esteve no passado dia 16 de Novembro na Ganadaria Palha pertença de João Folque de Mendonça onde tentou três novilhos ao lado do Maestro Vitor Mendes. Nuno Casquinha Continua assim a preparar a sua temporada 2007.Nuno Casquinha já está preparando a sua Temporada 2007, tendo já ido tentar às Ganadarias de Veiga e Cunhal Patrício. Particpou também na festa do site Toiros e Cavalos tendo toureado duas vacas da Ganadaria de Nuno Casquinha seu pai.Nuno Casquinha irá participar num festival de João Villaverde no próximo dia 1 de Dezembro no Tentadero do Cabo em Vila Franca de Xira o cartel é composto pelo cavaleiro Manuel Lupi e os novilheiros Nuno Casquinha, André Rocha, Manuel Dias Gomes da Escola de Toureio José Falcão e Jesus Fernandez da Escola de Toureio de Barcelona e o bezerrista João Villaverde filho.Pega o Grupo de Forcados Juvenis de Vila Franca de Xira. Os novilhos pertencerão à Ganadaria de Herdade do Balancho.

Promoción gratuita de NATURALES
























Livro

"Os Forcados
nos Concursos de Ganadarias d'Évora"

lançado em 9 de Dezembro de 2005

Pedidos para:

Tertúlia Tauromáquica Eborense
(Sr. Manuel Murteira)
Praça dos Álamos, Lote 13 - r/c Dtº.
7005-242 ÉVORA
PORTUGAL

Telefone: 266746578

mmurteira@netcabo.pt

Única edição de 600 exemplares numerados

Preço: 45 euros + despesas de envio

Algunas cuestiones a tener en cuenta para organizar
un espectáculo taurino en Portugal

O que são espectáculos tauromáquicos?
De acordo com o Regulamento do Espectáculo Tauromáquico (RET) (Decreto-Regulamentar n.º 62/91, de 29 de Novembro) só são considerados espectáculos tauromáquicos, aqueles que se realizam em recintos licenciados para o efeito:
- Praças de touros fixas - licenciamento a cargo da IGAC
- Praças de touros ambulantes - licenciamento a cargo das Câmaras Municipais onde aquelas se instalem

Em que recintos se podem realizar os espectáculos tauromáquicos?
Os espectáculos podem ser realizados em praças fixas ou ambulantes, sendo no entanto, obrigatório o respectivo licenciamento prévio pela IGAC, no caso de praças fixas, e pela respectiva Câmara Municipal no caso de praças ambulantes.
As praças de touros fixas, não obstante já estarem licenciadas, carecem de vistoria anual, a ser solicitada pelas respectivas entidades responsáveis, entre Janeiro e Fevereiro, para verificação das correspondentes condições técnicas e de segurança.
O que é necessário para legalizar estes espectáculos?
Para além do licenciamento da praça de touros, a promoção de espectáculos tauromáquicos, depende ainda de:
-
Registo da Entidade Promotora do Espectáculo de Natureza Artística
- Licença de Representação
Independentemente das condições acima referidas para a realização do espectáculo, este deve também obedecer às normas definidas no Regulamento do Espectáculo Tauromáquico.

Quais os documentos a apresentar para nomeação de Delegados Técnicos Tauromáquicos?
- Requerimento para nomeação dos Delegados Técnicos Tauromáquicos (
Mod. 57 IGAC) e para solicitação de vistoria à praça (Mod. 70 IGAC) quando necessário)
- Liquidação da taxa devida pela designação dos Delegados Técnicos Tauromáquicos, em numerário ou cheque à ordem da IGAC, quando requerida nos Serviços Centrais, no momento da entrega do requerimento.Quando o requerimento de nomeação der entrada através dos Delegados da IGAC, a liquidação da taxa terá de ser efectuada previamente através de depósito na conta da IGAC ou por cheque visado

Onde solicitar?
- Em Lisboa
Serviço de atendimento ao público entre as 09h15 e as 16h30
Palácio Foz, Calçada da Gloria, nº 9, 1116-802 Lisboa
Telf. 351 21 321 25 00; fax: 21 321 25 66
Email : igacgeral@igac.pt
- Serviço Regional do Porto
Rua Gonçalves Cristovão, nº 84, 5º Dt, 4000-264 Porto
Telf. 351 22 339 45 20; Fax: 351 22 339 45 29
-
No Delegado da IGAC, da área da realização do espectáculo. Os Delegados funcionam, em Portugal Continental, nas sedes de Distrito, nos Governos Civis e, nos restantes Municípios, nas Câmaras Municipais.

Quais os prazos?
Do utente :
- Entrega de requerimento até 5 dias úteis antes do espectáculo (pagamento de taxa normal)- Com antecedência inferior (pagamento de taxa agravada)
Dos Serviços :
- Nomeação dos Delegados Técnicos Tauromáquicos, em tempo útil, desde que o processo reúna condições para deferimento.

Existem condicionalismos à constituição dos elencos e das reses a lidar?
Sim. A constituição dos elencos, bem como o tipo de reses a lidar, deve respeitar o preceituado no Regulamento do Espectáculo Tauromáquico.

Quando por motivos de força maior haja necessidade de proceder a alterações ao programa anunciado, quais as diligências a observar?
As alterações ao espectáculo anunciado implicam afixação em local bem visível, nomeadamente nas bilheteiras, para conhecimento antecipado do público, sem prejuízo do reembolso da importância dispendida no bilhete, sempre que solicitado. (artº. 31º do Decreto-Lei nº 315/95, de 28 de Novembro).

Quais os documentos necessários para a obtenção do Registo de Promotor e Licença de Representação?
Registo de Promotor :-
Requerimento Mod.65 IGAC- Fotocópia do cartão de identificação de pessoa colectiva ou equiparada- Documento comprovativo da declaração de início de actividade, a emitir pela Repartição de Finanças territorialmente competente (caso não esteja já indicada, deverá ser previamente averbada a actividade económica correspondente)
Licença de Representação :-
Requerimento Mod. 66 IGAC- Autorização dos autores das músicas ou dos seus representantes legais, desde que as obras a executar não estejam caídas em domínio público


A que formalidades estão sujeitos os eventos tauromáquicos realizados em recintos improvisados?
Os eventos no âmbito da tauromaquia que não sejam realizados em praça de touros (fixas ou ambulantes) não carecem de nomeação de delegados técnicos tauromáquicos e a sua autorização compete à respectiva Câmara Municipal.

Datos oficiales en Portugal 2004-2005
análisis comparativos

Análise Comparativa
dos Espectáculos Tauromáquicos
por Número de Espectáculos.
Entre 2004 - 2005

Em 2004 - Em 2005 - %

Espectáculos Registados
312 - 288 - 7,69%

Espectáculos Realizados
287 - 279 - 2,79%

Espectáculos Não Realizados
25 - 9 - 64%



Análise Comparativa
do Número de Espectáculos
por Tipo de Espectáculos
Entre 2004 e 2005

Tipo de Espectáculos - Em 2004 - Em 2005 - %

Corridas de Touros
155 - 162 4,52%

Corridas Mistas
35 - 28 - 20%

Novilhadas
1 - 2 100%

Novilhadas Populares
24 - 26 8,33%

Variedade Taurinas
49 - 41 - 16,33%

Festivais Taurinos
23 - 20 - 13,04%

Total
287 - 279 - 2,79%



Análise Comparativa
do Número de Espectáculos
por Tipo de Praças
Entre 2004 e 2005


Tipo de Praça 2004 - 2005 - %

Praças Fixas
174 - 169 - 2,87%

Praças Ambulantes
113 - 110 - 2,65%

Total
287 - 279 - 2,79%



Los datos oficiales de la temporada 2006
en Portugal, según el IGAC

Tipologia dos Espectáculos - 2006

*(Data de actualização 2006.11.13)

Tipo de Espectáculos
Número de Espectáculos

Corridas de Touros
156

Corridas Mistas
38

Novilhadas
6

Novilhadas Populares
13

Variedades Taurinas
41

Festivais Taurinos
17

Total
271

* - Dados referentes a Portugal Continental - Dados sujeitos a alteração

______________


Tipologia de Praças 2006


* (Data de actualização : 2006.11.13)

Tipo de Praça
Número de Praças

Praças Fixas
185

Praças Desmontáveis
86

Total
271

* - Dados referentes a Portugal Continental - Dados sujeitos a alteração

_________________



Número de Espectáculos 2006


*(Data de actualização : 2006.11.13)


Espectáculos Registados
283

Espectáculos Realizados
271

Espectáculos Não Realizados
12

* - Dados referentes a Portugal Continental - Dados sujeitos a alteração

___________________


Número de Espectadores 2006

*(Data de actualização : 2006.11.13)


Tipo de Praça
Número de Espectadores

Praças Fixas
261.810

Praças Desmontáveis
43.300

Total
305.110

* - Dados referentes a Portugal Continental - Dados sujeitos a alteração


Otoño Taurino en Los Barrios (Cádiz)

Emilo Muñoz realizó un análisis
cabal del pasado y el futuro de la Fiesta


El torero trianero, se sinceró

y mostró su cara más amable


y desconocida.



LOS BARRIOS.- La memoria se distingue de la historia por un nexo de proximidad, de cercanía en el tiempo; también por una mayor participación emotiva en los hechos que evoca. Ambos rasgos, proximidad y sentimiento, impregnaron el análisis que el pasado martes supo realizar el crítico taurino Javier Bocanegra, en lo que fue un diálogo sin desperdicio con una figura de una gran dimensión taurómaca como Emilio Muñoz, consiguiendo desmenuzar el significado que el torero sevillano ha tenido en la historia reciente del toreo, su incardinación en la evolución de la Fiesta, y los signos premonitorios que su personalísima aportación al arte de la lidia arroja sobre el futuro de la misma.Desde la tarima de orador, en este caso, del coso de la Montera, en lo que fue la segunda de las tertulias del otoño taurino organizado por el Centro de Asuntos Taurinos de Los Barrios, que contó con la presencia de Alonso Rojas, alcalde de la localidad gibraltareña, el torero resaltó la tauromaquia que nace del sentimiento, y que es transgresora de lo establecido, situando el toreo en otro nivel de evolución, destacando como torero que ha encarnado el motor del cambio a Juan Belmonte que abrió un nuevo cauce al desarrollo del toreo.
Nos habló de sus comienzos cuando aún era muy joven, y de lo poco consciente que en ese momento era de lo que se traía entre manos, para considerar, posteriormente, que a pesar del tópico muy extendido de que las segundas vueltas nunca fueron buenas, en su caso significó la posibilidad de volver a ponerse delante de la cara del toro, en este caso con mayor conocimiento y repercusión.
Al definirnos lo que para él era el toreo puro, matizó que no necesariamente va unido al toreo de arte en contraposición al tremendista, sino a aquella forma de torear en donde se carga la suerte y se muestra el pecho siempre por delante. En este sentido, manifestó como siempre había sido su torero preferido el que, sin duda, destacó en la muleta y con la izquierda, Paco Camino. De su época resaltó la figura de Paquirri, por su poderío. Recordó el indulto del toro Comedia de Cebada Gago en la feria de Algeciras de 1990. El recuerdo llegó cuando el trianero habló de la emoción del toreo, que no sabe porqué nuca consiguió en la plaza que más da, pero también la que más quita, Las Ventas de Madrid, para a continuación hacernos saber que en el coso donde más a gusto se ha sentido siempre es el de Pamplona.
Sobre las escuelas taurinas, comentó la importancia que tienen, en la medida en que se enseña la técnica del toreo, pero también puntualizó que la sabiduría y el arte tiene que salir del torero, que es lo que lo diferencia, incluso visto por detrás.
Haciendo un recorrido por la evolución experimentada en el modo de embestir los toros, llega a la conclusión de que actualmente nos encontramos ante un toro noble, que se cae menos, pero no necesariamente más bravo.Dice no considerarse figura del toreo, porque siempre le ha quedado la asignatura pendiente de Madrid. Y aquí, no me resisto, maestro, a subrayar la humildad que contiene su reflexión, porque atendiendo a una vida dedicada al toro, y a un currículum de grandes tardes, de triunfos e inolvidables faenas, tenga en cuenta una cosa, para entenderlo hay que situarlo en relación a la época en que desarrolló su arte, considerándolo como cualquier otro fenómeno histórico, consecuencia y proyección de algo que se destaca sobre el telón de fondo de su tiempo.Y es que, nos seguimos acordando del toreo de Emilio Muñoz, un torero dotado con el difícil don de hacer el toreo eterno, ese que surge de tarde en tarde, pero que, cuando aparece, nos recuerda cómo deben ser las cosas, y marca las diferencias. Y eso, es ser figura del toreo. (ISABEL ORELLANA, EN LA VOZ DE CADIZ - FOTO DE MANOLO CRUZ (Plata y Oro) )

Sexta-feira, Novembro 17

Análisis : la pura y dura realidad...

Lucros do aluguer mal chegam
para as Misericórdias fazerem a manutenção dos recintos

Praças de toiros da região do Ribatejo

As Misericórdias construíram praças de toiros
para tirarem rendimentos que eram aplicados na ajuda aos pobres.

Agora que a Tauromaquia atrai menos público
e os recintos estão velhos, limitam-se a manter a tradição.

SANTAREM (RIBATEJO) .- A praça de toiros de Santarém este ano só não deu prejuízo porque houve uma corrida da temporada que não se realizou devido ao mau tempo e cujas eventuais receitas da venda de bilhetes foram cobertas pelo seguro. A situação acabou por proporcionar à Santa Casa da Misericórdia, dona da praça, mais dividendos do que obteria se a tourada do dia 9 de Junho tivesse acontecido. Segundo o provedor da Misericórdia, Garcia Correia, os custos de manutenção têm aumentado e o público que assiste aos espectáculos tauromáquicos é cada vez menor. O que faz com que os ganhos desçam já que o redondel está concessionado a uma empresa que paga uma percentagem da bilheteira à instituição.
O provedor da Misericórdia da Chamusca, Fernando Barreto, recorda os bons tempos em que das receitas da praça se conseguia manter o hospital da instituição a funcionar. Agora os lucros dos contratos de cessão da exploração são irrisórios. No ano passado a festa brava rendeu 35 mil euros. Na última temporada o lucro não foi além dos 10 mil. E podia ser pior se as touradas não ocorressem por altura das festas da Ascensão que sempre atraem mais gente à praça de 1919.
A antiguidade dos recintos e as crescentes exigências de segurança e de socorro são apontadas como os principais sorvedouros de dinheiro. A estas questões acrescenta Fernando Barreto a concorrência das praças desmontáveis. Apesar do cenário negro as instituições vão mantendo as arenas minimamente cuidadas mais “por uma questão de tradição e para que a história não se perca”, diz Armando Oliveira, provedor da Misericórdia de Salvaterra de Magos.
“Enquanto pudermos vamos mantendo as praças como é nosso dever”, garante Armando Oliveira, embora os números não acalentem esperanças. Há dois anos fizeram-se obras de cerca de 50 mil euros, montante que só se obtém ao fim de três anos de rendas da exploração. Desta forma as Misericórdias não estão apenas a cumprir a missão de ajudar os pobres, mas também a desempenhar um papel de solidariedade para com a cultura e a tradição.
A Misericórdia de Tomar, que não tem condições para manter a praça local, resolveu a situação de uma forma peculiar. Concessionando-a a preço simbólico ao cavaleiro da terra Rui Salvador que custeia a manutenção do recinto, pagando em troca 500 euros anuais, revelou o provedor Fernando Jesus. O responsável considera que as Misericórdias não estão vocacionadas para estas actividades. E Rui Salvador já confessou várias vezes a O MIRANTE que o dinheiro apurado nas touradas é praticamente investido em melhorias no redondel. (In O MIRANTE, o maior e melhor jornal regional de PORTUGAL)

Moita entrega presidência
das cidades taurinas a Olivença

MOITA DO RIBATEJO.- Depois de dois mandatos consecutivos como presidente da União Internacional das Cidades e Vilas Taurinas (UNICIVITAS), o concelho da Moita passou o testemunho ao município de Olivença, em Espanha, na sequência da eleição dos novos corpos sociais para 2006/2007. João Lobo, presidente da Câmara Municipal da Moita, faz um balanço “positivo” destes mandatos, salientando que foi sob a direcção do município que a UNICIVITAS se transformou numa “instituição formalmente reconhecida”.
A autarquia esteve à frente dos destinos da instituição desde Outubro de 2004 até ao início de Novembro e, segundo João Lobo, deixa o cargo com “sentido de dever cumprido”, mostrando-se “disponível para continuar a cooperar e a ajudar a instituição a atingir os seus objectivos”.
Os mandatos presididos pelo município da Moita ficaram marcados, entre outras actividades, pela alteração dos estatutos daquele organismo, altura em que deixou de designar-se Confederação Mundial das Cidades Taurinas e passou a União Internacional das Cidades e Vilas Taurinas.
A oficialização da UNICIVITAS, através da assinatura da escritura pública, ficou ainda marcada pelo esforço na “conquista” de novos municípios associados, pela divulgação e mostra de acções e actividades ligadas à tauromaquia e pela organização do VIII Congresso Municipal ‘Cidades e Vilas com Paixão’.
A autarquia, que agora preside ao conselho fiscal do organismo, defende que o futuro da UNICIVITAS assenta numa “maior interacção” entre municípios “que perfilham a cultura, a história e a tradição da tauromaquia”. João Lobo refere que com a institucionalização da UNICIVITAS, este “desafio” pode ser concretizado pela nova direcção em “melhores condições”, de forma a “conquistar e percorrer novos caminhos”.
O autarca salienta que a presidência da Moita não deixou projectos por concretizar, mas referiu que existe um “projecto permanente” que representa “um grande desafio para qualquer direcção”, e que consiste no envolvimento de mais cidades e vilas taurinas de outros países no seio da União Internacional. João Lobo revela o “desejo” de conseguir trazer também alguns municípios da América Latina, uma tarefa que já começou a ser concretizada através de “alguns contactos entre embaixadas”.
A eleição dos corpos sociais para o biénio 2006/2007 aconteceu no início de Novembro, na Azambuja, perante a presença de representantes de 18 municípios portugueses, um espanhol e um francês. Durante a assembleia-geral extraordinária daquele organismo, foram eleitos para a direcção da UNICIVITAS, Olivença, como presidente, Arles e Angra do Heroísmo como vice-presidentes.
Na presidência da assembleia-geral ficou o município de Barrancos, e Coruche e Santarém como vice-presidentes. Para o conselho fiscal foram eleitos o município da Moita para a presidência, o Alandroal, como relator, e como vogal, a Azambuja.
Durante a sessão de trabalho ficou igualmente decidido que o X Congresso da União Internacional das Cidades e Vilas Taurinas irá decorrer em Julho de 2007, no Alandroal, durante a Feira ‘Expo-Guadiana’.
A União Internacional das Cidades e Vilas Taurinas tem como propósito apoiar e promover o desenvolvimento da festa dos toiros, elevando o protagonismo das cidades e vilas taurinas, promover a realização de permutas culturais relacionadas com a arte tauromáquica, divulgar a Festa Taurina, defender e pugnar pela tradição, organizar colóquios, seminários e palestras, assim como participar em organismos internacionais na defesa dos interesses da tauromaquia. ( Nidberto Paiva in SETUBAL NA REDE)

El escándalo de la corrida anulada en Cartaxo

Câmara exige pagamento do aluguer da praça
e prepara concurso público para concessão do recinto

Empresário cancelou corrida

de toiros no Cartaxo alegando

falta de condições sanitárias


A tradicional corrida de toiros dos Santos
no Cartaxo não se realizou este ano devido
a divergências entre a autarquia e o empresário.
O caso pode acabar em tribunal.


CARTAXO.- A corrida de toiros que estava programada para o feriado de 1 de Novembro, no âmbito da ExpoCartaxo e Feira dos Santos do Cartaxo, acabou por não se realizar. O empresário responsável pela organização alegou perante os responsáveis camarários que teria dificuldades em transportar os animais para a corrida por questões sanitárias, devido à doença da língua azul.
O empresário terá ainda assumido que o tempo que mediou entre a adjudicação da organização da corrida, na reunião de câmara de 23 de Outubro, e o feriado de 1 de Novembro, foi insuficiente para realizar todos os procedimentos necessários. Uma situação que a Câmara do Cartaxo refuta. O vereador Francisco Casimiro (PS), com a competência da acção sócio-cultural, explica que se a empresa foi escolhida em concurso público tem de cumprir todos os pressupostos.
Além disso, adverte o autarca, em vez dos cavaleiros João Salgueiro, Sónia Matias e Carlos Alves, a empresa terá realizado cartazes de promoção com protagonistas diferentes e de menor cartel. “Apesar de a corrida não se ter realizado a câmara exige que a empresa cumpra o contrato e pague o aluguer da praça de toiros”, refere o vereador. Em causa estão 2.755 euros. Caso a empresa não aceda a efectuar o pagamento, o autarca admite que a câmara poderá recorrer às vias legais para ser ressarcida.
Segundo Francisco Casimiro, a câmara está a preparar um concurso público para a concessão da praça de toiros, por um período nunca inferior a um ano, que contemple uma série de corridas. Concurso que terá parâmetros de avaliação mais exigentes para que situações como a do 1 de Novembro não se voltem a repetir.
O presidente da câmara, Paulo Caldas (PS), diz que duvida que a empresa em causa tenha condições para voltar a organizar corridas de toiros no Cartaxo. O autarca acrescentou ao nosso jornal que em futuros concursos aquele tipo de comportamento deve ser penalizado.
O MIRANTE tentou contactar o responsável da Toiros e Arena Lda. mas tal não foi possível até ao fecho desta edição. Recorde-se que a empresa tinha-se comprometido a levar ao Cartaxo um cartel composto pelos cavaleiros João Salgueiro, Sónia Matias e Carlos Alves e pelos Forcados Amadores do Aposento do Barrete Verde, de Alcochete. A ganadaria Herdeiros de Paulinho da Cunha e Silva levaria seis toiros.
A empresa comprometeu-se a pagar à câmara 2.755 euros pelo aluguer da praça, cedendo ainda à autarquia os lugares do camarote do recinto bem como outros 150 bilhetes. Responsabilizou-se ainda por suportar todos os encargos da corrida, assim como em recrutar pessoal de apoio aos curros proveniente do Cartaxo. (In O MIRANTE, o maior e melhor jornal regional de PORTUGAL)

Talavante, este domingo en Canal Extremadura TV

MOURAO.- Atención máxima este domingo en las poblaciones raianas de Portugal donde ya se sintoniza Canal Extremadura TV, porque un torero de moda estará en pantalla.
Canal Extremadura TV emite este domingo 19 de noviembre (21.40 horas -hora española-) un nuevo programa de Cine con cena, en el que su conductora, María Ortíz, entrevista al diestro pacense Alejandro Talavante. Además, el espacio ofrece en esta ocasión la película "Un rostro en la multitud".
El matador de toros Alejandro Talavante, nacido en la localidad pacense de Puebla de Sanchopérez, se sincera en el programa y habla de su trayectoria profesional, que pese a su juventud, incluye importantes intervenciones en plazas de primera, como la madrileña de Las Ventas. Allí toreó la tarde del 25 de marzo de este año.
De las expectativas puestas en esa importante tarde, recuerda: "La gente va a la plaza predispuesta a que pase algo y, quieras que no, eso te motiva para crear y seguir innovando; así que al salir, aparte de intentar entender al que tenía delante (el toro), tenía también que intentar pulsar la afición, y mantener un diálogo con ella para darle lo que buscaba".
Sobre la amistad y la rivalidad entre los toreros, Talavante se muestra también muy transparente al afirmar que "quizá te tienes que pasar algunos años en que el mejor amigo seas tú, y el único que pueda hacerte daño, seas tú mismo; la plaza no es el mejor sitio para hacer amigos", sentencia. (PATRICIA SARDINHA)

LAS VENTAS, finalmente para Choperita

PONTEVEDRA.- Al final, Martínez Uranga es quien manda en las Ventas. Taurodelta, su empresa, se llevó el gato al agua... Simón Casas y los cultos de la Fiesta, se han quedado fuera.
Taurodelta, empresa que encabeza José Antonio Martínez Uranga, alias Choperita, ha ganado el polémico concurso por la gestión de la plaza de Las Ventas de Madrid. Paradójicamente, el Choperita también fue el ganador del concurso anterior, aunque su contrato tuvo que ser revocado tras los incumplimientos reiterados del mismo. En aquel entonces, se presentó bajo el nombre de Taurovent
La empresa Taurodelta, flamante concesionaria de la explotación de la plaza de toros de Las Ventas por la Comunidad de Madrid para los próximos dos años, ha manifestado su "agradecimiento y satisfacción por esta responsabilidad".
Por medio de una nota hecha pública por su gabinete de comunicación, Taurodelta "transmite a abonados y aficionados su voluntad de inmediata dedicación a la gestión de la Plaza, de acuerdo con las especificaciones incluidas en su oferta".
El accionista mayoritario y cabeza visible de Taurodelta, el empresario taurino José Antonio Martínez Uranga, "agradece a cuantos aficionados y profesionales han apoyado la oferta presentada y ofrece a las otras dos candidaturas que han optado a la adjudicación su disposición a colaborar en cuantas iniciativas beneficien el futuro de la primera plaza del mundo y de la Fiesta en general"."Como se deduce de nuestra oferta -añade la nota-, la gestión de Las Ventas estará siempre regida por la profesionalidad, la transparencia, la promoción de la Tauromaquia y la atención a cuantas sugerencias puedan ayudar a ofrecer espectáculos a la altura de las exigencias de abonados y aficionados".

Segunda-feira, Novembro 13

Carta abierta de agradecimiento del matador
de las islas Azores, Mário Miguel

Recibimos del apoderado y mentor de Mario Miguel, nuestro buen amigo Jaime Martínez Amante, la carta abierta que sigue, con el ruego de publicación :


Exmos. Senhores
Aficionados e Taurinos,
Caríssimos Amigos!


Culminada que está a minha trajectória internacional como Novilheiro, já que acabo de tomar a alternativa de Matador de Toiros em Cuellar, Espanha, pelo que início agora a minha mais difícil e dura caminhada até à consagração de carreira como Toureiro, é chegado o momento de algumas análises e reflexões sobre o que foi, é e poderá ser o futuro da minha condição de Primeiro Matador de Toiros Açoriano.

Desde logo, importa ser reconhecido e grato a Todos quantos com o seu apoio, estímulo, ensinamentos e patrocínio ajudaram a que chegasse a este patamar da minha actividade profissional que abraço consciente das dificuldades mas, sempre confiado e decidido, determinado, coerente, cheio de ilusões e imbuído da melhor Fé e esperança nas temporadas que se avizinham.

Assim, é - me grato expressar e dar testemunho do meu profundo agradecimento com um simples mas sentido Muito Obrigado! Bem Hajam!

Com os meus Melhores Cumprimentos e Saudações Tauromáquicas!

Mário Miguel
Jaime Martinez Amante

¡Vuelve el maestro Ortega Cano!


PONTEVEDRA .- Vuelve el maestro Ortega Cano. Vacío, sin duda, tras la muerte de su mujer, Rocío Jurado, Ortega -siempre torero- busca en la Fiesta no una sustitución de lo que para el suponía su esposa, pero sí el reencuentro con algo que llenó buena parte de su Vida.
La noticia ya está ahí. José Ortega Cano reaparecerá la próxima temporada apoderado por José María González de Caldas, según ha informado el periodista Manuel Molés este mediodía en los servicios informativos de la Cadena Ser. El diestro de Cartagena ya ha llegado a un acuerdo de apoderamiento con el abogado González de Caldas, que regenta varias plazas de toros a través de la sociedad Taurotoro.
Ortega Cano pretende torear entre 20 y 30 corridas de toros y su deseo es reaparecer en la primera cita importante de la temporada como es la Feria de Olivenza en Badajoz. José Ortega Cano se retiró de los ruedos por última vez el 21 de noviembre de 2003 en el coso de Vistalegre cortando tres orejas. Dijo adiós a los ruedos por primera vez en 1998 regresando dos años después. El diestro de Cartagena tiene hoy 53 años de edad y se encuentra en un estado físico francamente aceptable.

Triunfadores em Reguengos de Monsaraz

REGUENGOS DE MONSARAZ.- Realizou-se na passada sexta-feira dia 3 de Novembro, a entrega dos troféus da Taberna Al-Andaluz, em Reguengos de Monsaraz, com o intuito de galardoar os triunfadores da temporada 2006 na praça de toiros local, assim como outros prémios relacionados com a tauromaquia em geral. Os comtemplados foram os seguintes:
Triunfadores da Temporada 2006 em Reguengos de Monsaraz
- Melhor Lide: Vítor Ribeiro
- Melhor Toiro: António José Teixeira
- Melhor Pega: João Cabral dos Amadores de Montemor-o-Novo
E ainda os Troféus:
- Revelação: Rui Bento Vasquez
- 25 anos de Carreira: Vítor Mendes
- Alma Viva: Eng. Joaquim Murteira Grave e António José Zuzarte
- Troféu Personalidade Taurina: Mestre David Ribeiro Telles
(PATRICIA SARDINHA)

João Borges expõe no Palácio Galveias

LISBOA.- “De lá para cá” é o tema da exposição de pintura de João Borges, inaugurada na terça-feira dia 7, às 21H00, no Palácio Galveias, ao Campo Pequeno, em Lisboa e que ficará patente ao público até 7 de Janeiro de 2007.
Com um total de 48 quadros, João Borges, que realiza a sua sétima exposição, exibe também a sua faceta de aficionado à festa de toiros, através de três telas de tema tauromáquico.
João Borges, advogado, é um dos administradores da Sociedade de Renovação Urbana Campo Pequeno, SA, entidade que explora a praça de toiros do Campo Pequeno e faz da pintura um dos seus “hobbies”.
Profundamente influenciado pela corrente surrealista, transmite à tela os seus tons e os seus desejos, através de uma pintura que classifica, do ponto de vista conceptual, como “relativamente onírica e de grande variedade na abordagem final, entre o figurativo e o abstracto”.
A exposição surge na sequência de um convite da Câmara Municipal de Lisboa e poderá ser visitada de terça a sexta-feira, das 10H00 às 19H00 e aos sábados e domingos das 14h00 às 19h00. (PATRICIA SARDINHA)


Prémio da revista “6 Toros 6”
para a empresa do Campo Pequeno

LISBOA.- A empresa da praça de toiros do Campo Pequeno, a Sociedade de Renovação Urbana Campo Pequeno (SRUCP, SA) foi distinguida pela revista espanhola “6 Toros 6”como a melhor instituição tauromáquica de 2006.
Transcrevemos a decisão do júri: “Uma das grandes notícias da temporada foi a recuperação da praça lisboeta do Campo Pequeno, a cargo da SRUCP, presidida por Henrique Borges e Góes Ferreira, com Rui Bento Vasques como Director Taurino. “Que nesse magnifico recinto voltem a ser realizadas corridas de toiros é importante por vários motivos. O primeiro, sem dúvida, pelo efeito que, a médio prazo, pode ter como impulsionador do toureio em Portugal; depois porque se recuperou uma praça histórica, carregada de tradição, que se encontrava num estado lamentável de degradação; finalmente, porque à volta do Campo Pequeno se criou um grande recinto comercial e de lazer, que deu vida não apenas à praça de toiros, como a uma das zonas mais nobres de Lisboa. Contudo, o mais importante de tudo é a sua esplêndida utilização como praça de toiros, com carteis de grande categoria, um belíssimo recinto, frequentado por um público heterogéneo, composto por aficionados veteranos e por jovens que estão, pela primeira vez, a tomar contacto com o mundo do toureio.
Lisboa, com tanta tradição no toureio espanhol, e templo do toureio a cavalo, está de novo no activo. Em boa hora”.
A data e o local de entrega de prémios serão oportunamente anunciados. (PATRICIA SARDINHA) (Click sempre nas fotos para melhor e mais grande ver...)

"The Bullfight", de Amadeo Souza Cardoso,
volta a Portugal

LISBOA.- A exposição "Diálogo de Vanguardas" vai mostrar, pela primeira vez, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a obra - óleo sobre tela - pintada em 1912 por um dos maiores pintores portugueses do século XX - Amadeo Souza-Cardoso. "Avant la Corrida" é um dos oito quadros expostos pelo artista no Armory Show (1913), em Nova Iorque, a primeira exposição de arte moderna nos Estados Unidos. A obra foi comprada pela Gulbenkian. Apesar de não divulgar o montante pago, o quadro será exposto a 14 de Novembro. A descoberta foi feita pela comissária da exposição "Amadeo de Souza-Cardoso", Helena Freitas, que recebeu um e-mail do advogado norte-americano após ter colocado um anúncio na Internet, pedindo informações sobre algumas obras desaparecidas do pintor. "Optámos por usar a Internet depois de meses e meses de contactos telefónicos com instituições estrangeiras e de horas e horas a trabalhar em espólios, bibliotecas e arquivos", explicou a comissária, que trabalha há cinco anos no catálogo de Amadeo, citada pelo jornal "Público".
"Avant la Corrida" (60X92 cm) ou "The Bullfight", título que recebeu na exposição de Nova Iorque, pode enquadrar-se no cubo-futurismo, explica a comissária, embora seja sempre difícil colocar as obras do artista "nos parâmetros ortodoxos" de qualquer movimento.

Amadeo de Souza-Cardoso nasceu a 14 de Novembro de 1887 em Manhufe, em Mancelos (Amarante). Frequentou o curso de Arquitectura na Academia de Belas-Artes de Lisboa, que interrompeu para se mudar para Paris.
Na capital francesa, viveu entre 1906 e 1914, onde integrou ateliers preparatórios para a Academia de Belas-Artes e para a Academia Viti. Lá, conviveu com artistas como Amedeo Modigliani, Otto Freundlich, Sónia De launay-Terk, RobertDelaunay, Brancusie Albert Gleizes.
Por essa altura, começou a ganhar grande notoriedade e a expôr em salões franceses e internacionais, com destaque para o Salon des Indépendants (1911, 1912), X Salon d’Automne (1912), I Salão de Outono de Berlim (1913), Armory Show de Nova Iorque (1913) e o London Salon of Allied Artists Association (1914). Morreu a 25 de Outubro de 1918, em Espinho.
(FERNANDO BAPTISTA)

Domingo, Novembro 12

Una precisión que conviene hacer...

Recibimos en las últimas horas un e-mail con unas precisiones que con mucho gusto procedemos a recoger en NATURALES como corresponde :

Do Gabinete de Imprensa do Matador de Toiros José Cariel :

Vimos por este meio primeiro que tudo agradecer a publicação da nossa nota sobre o novo apoderado do Matador de Toiros José Cariel. Mas a presente serve para fazer um reparo e um esclarecimento, o qual é o seguinte:
– O Matador não é representado em Portugal pelko moço de espadas Sérgio Carvalho, mas sim é apoderado por ele em todo o mundo taurino . Como tal a vossa noticia pode levar a erros de interpretação, o que não é do nosso interesse e pensamos que também não será do vosso. É que a forma em que colocaram o titulo leva a supor que Sérgio Carvalho seria só representante do toureiro em Portugal e essa não é a realidade. Pois o mesmo encontra-se neste momento na Venezuela a acompanhar o toureiro, nesta sua actuação na feira da cidade de Valencia.
Contamos que tenha sido um erro de interpretação, talves por nossa culpa e por isso pedidos desde já desculpa se o erro foi nosso.
Sem mais de momento, subscrevomo-nos de V. Exas.
atenciosamente
Maria Fernanda Lopes(Gabinete de Imprensa)

Otra vez más : O MIRANTE, una apuesta por LA FIESTA

Luís Ortigão Costa, ganadeiro e médico veterinário
“Os toiros deviam morrer nas praças”
AZAMBUJA.- Luís Ortigão Costa, reputado ganadeiro, médico veterinário e empresário residente em Azambuja defende a morte dos toiros na arena. O criador acredita que o sofrimento é menor na corrida à espanhola. “No ardor da luta toda a sensibilidade fica embotada”, diz quem cria toiros de lide há mais de 50 anos.
-A ganadaria que criou há 50 anos tem prestígio internacional. Costumava acompanhar as corridas em que participavam os seus toiros?
-Fiz sempre questão de ir, mas nem sempre fui (risos). Em Barcelona era ir e vir quase no mesmo dia. Gostava de acompanhar as corridas para saber orientar a ganadaria e observar o comportamento do toiro. Para tentar melhorar…Ver quais as características que este ou aquele toiro estão a ter...
-A criação de toiros é muito complexa…
-Para mim é dos animais mais complexos de criar.
-Porquê?
-É um animal que não se pode ver de perto. É difícil de observar. As fêmeas apreciam-se conforme a tenta, mas os toiros só se podem apreciar aos quatro anos quando vão para as corridas. Fica-se quatro anos com os olhos um bocado fechados. Um bom toiro e uma boa vaca podem dar um filho que não presta. E no ano seguinte dar um filho muito bom. São todos diferentes. Os resultados de uma cobrição levam muito tempo a ver-se. É uma genética muito complicada. Mesmo juntando todos os elementos o toiro pode não sair como nós queremos. Ou sai manso ou sai bravo.
-Como faz esse apuramento?
-Fazem-se registos nos livros das ganadarias. Vão-se eliminando os que não prestam.
-O que são bons toiros?
-Toiros que investem bem e que são bons. Que aguentam a corrida, que não caem, que transmitem a sua força. O toiro que não investe, que não corre, não transmite nada. E a corrida de toiros é um espectáculo de emoção.
-O espectáculo em Portugal está a perder força?
-O toureio a cavalo está em boa forma. O que não percebo é porque não se faz como em Espanha. Com a morte do toiro. À espanhola. Só vai ver quem quer. Também nunca vi um espectáculo de boxe...
-É defensor dos toiros de morte…
-Não faz sentido que aqui não exista. Em França, Espanha e na América Latina isso acontece. É muito mais cruel para um toiro ser corrido a uma quinta-feira, por exemplo, levar os ferros e ficar a sofrer com febres até ao dia de ir para o matadouro, geralmente à segunda-feira, com as feridas já infectadas. E há outra coisa. Tanto o toiro como o homem quando está em luta leva uma pancada e quase que nem sente. No ardor da luta toda a sua sensibilidade fica muito embotada. Não sofre aquilo que se pensa e que se diz. Sofre sim se ficar ali a noite toda à espera de ir para o matadouro.
-Os toiros estão na sua herdade de Elvas. Não sente falta dessa proximidade?
-Vou muitas vezes lá. Ainda esta semana lá estive. Vejo se estão a desenvolver-se bem. Se estão bonitos. Geralmente vou acompanhado pelo meu filho. Sabe, hoje em dia tanto os toiros como os cavalos são pouco rentáveis. Temos a sorte de vender a maioria dos toiros para Espanha. Se vendêssemos só para cá era para perder muito dinheiro.
-O que pensa da festa que se tem feito na Azambuja?
-A praça não tem grandes condições, mas é preciso é que os toureiros sejam bons. É preciso é que a praça tenha capacidade suficiente para poder ter pessoas que possam pagar o espectáculo. Se tiver 50 pessoas o espectáculo tem que ser modesto. Mas se tiver cinco mil já é diferente. Há mais capacidade para contratar toiros de melhores ganadarias e bons toureiros. A praça de toiros de Elvas tem 6 mil pessoas. Em Azambuja a praça é pequena e as pessoas às vezes não vêm. Não podem ter cartéis muito caros. No entanto a câmara municipal tem feito um trabalho óptimo para fomentar a festa brava.
-Como vê as mulheres na praça?
-Vejo-as como qualquer outro toureiro. Desde que saibam tourear… Agora se tiverem medo é melhor ficarem em casa a coser meias.
-As mulheres têm mais medo?
-Algumas. Há homens que também têm muito medo. Há mulheres que trabalham muito e impõem-se na profissão.
-Gosta de as ver actuar?
-Tenho gostado muito. Olhe, a Sónia Matias, por exemplo. É uma mulher que sabe tourear, é alegre, anima o público…
-Costumava montar a cavalo?
-Montei muito a cavalo. E até sou oficial de cavalaria. Fiz a tropa em cavalaria. Alferes de cavalaria dos serviços veterinários. Andei muito a cavalo, mas com a idade fui deixando.
-Teve algum percalço com toiros?
-Nunca toureei a cavalo. Mas ia a cavalo ver os toiros, agora não. Agora vou de automóvel.
Médico veterinário, criador de toiros
Luís Jorge Roldaen Ortigão Blanck Costa nasceu em Alcantarilha, Silves, Algarve, há 79 anos, mas há meio século que vive na vila de Azambuja.
A residência do reputado ganadeiro está situada numa característica quinta que desce sobre a lezíria. Defronte à Quinta da Fonte do Pinheiro ergue-se a fábrica de transformação de tomate que na década de 50 acabou com o desemprego na Azambuja.
A fábrica Sugal foi construída nos terrenos do sogro, engenheiro Moniz da Maia, figura ilustre de Azambuja e um dos grandes promotores imobiliários da época, que em 1957 aceitou o desafio de participar na sociedade da empresa.
O médico veterinário, então funcionário do Direcção Geral dos Serviços veterinários, deixou Lisboa e partiu à aventura por terras do Ribatejo, de onde é originária a esposa, Maria Berta Moniz da Maia Ortigão Costa.
“Começámos com 40 hectares de terra. Hoje temos 1800 hectares no Ribatejo e outros 1800 em Elvas”, descreve o empresário.
É na “Herdade de Alcobaça”, naquela cidade alentejana, que pastam os toiros bravos marcados a fogo com o ferro de uma das mais reputadas marcas a nível internacional – OC - Ortigão Costa.
Na vila de Azambuja está concentrada a coudelaria da família, a produção de leite, fábrica de transformação de tomate, culturas agrícolas e suinicultura.
O patriarca da família de sete filhos – quatro rapazes e três raparigas - tem feito gradualmente a sucessão. Sem nunca perder de vista o rumo que os herdeiros estão a dar ao negócio. Costuma acompanhar as várias actividades e distribui pelos quatro filhos recomendações frequentes e fotocópias com artigos que retira de revistas especializadas. É difícil afastar-se dos negócios que orientou durante os últimos 50 anos.
Construiu um império em anos difíceis para os empresários portugueses. O rigor e o perfeccionismo ainda se mantêm bem vivos na sua personalidade.
Veste fato escuro e gravata ao estilo clássico. Relógio de bolso pendurado com cordão prateado. Pontualidade rígida. É um observador treinado. Não lhe escapa nem o pormenor do desnivelamento dos quadros pendurados na sala de convívio entre a coudelaria e o picadeiro, que os netos enchem sempre que se celebra um aniversário em família, em Azambuja.
Luís Ortigão Costa faz questão de corrigir o posicionamento de alguns dos diplomas emoldurados onde se multiplicam os prémios da Feira Nacional da Agricultura. Um dorso de cavalo preto, ex-libris da coudelaria, também é arrastado pelo patriarca para o lugar que considera conveniente.
Mas a disciplina exasperada é temperada com bom humor e cavalheirismo. Sorri com os mais de 50 anos de casamento, conta uma anedota entre duas perguntas e orgulha-se com satisfação dos 17 netos. Diz quem o conhece que dá a mão a quem precisa. Recusa qualquer rótulo político. A sua ideologia é a igreja católica.
Ortigão Costa, com origem espanhola e alemã por via das avós materna e paterna, descreve-se à boa maneira dos ganadeiros. “Sou um híbrido”, confessa entre duas gargalhadas.- (Ana Santiago in O MIRANTE, o maior e melhor semanário regional de Portugal)

Apresentaçao da Escola Portuguesa de Arte Equestre
e do Fado Marialva em Paris

LISBOA.- Nos próximos dias 25 e 26 de Novembro vão ter lugar dois espectáculos de apresentação da Escola Portuguesa de Arte Equestre, dirigida pelo Dr. Filipe Graciosa, no Palais du Bercy (pavilhão multiusos com lotação para 17.000 pessoas), em Paris.
Estes espectáculos têm a particularidade de serem acompanhados ao som de música tradicional portuguesa, ao contrário do que é habitual nas apresentações da EPAE, que habitualmente são feitas ao som de música barroca. O acompanhamento musical deste prestigiado espectáculo será desta vez ao som de guitarras portuguesas e de fado.
Assim o trio de fadistas que recentemente deu corpo ao projecto Fado Marialva, composto por Carlos Pegado, Manuel da Câmara (filho do Vicente da Câmara) e Rodrigo Pereira, irá acompanhar a EPAE neste evento.
Projectou-se um espectáculo onde, como habitualmente, o cavalo lusitano é rei e mostra toda a sua riqueza de andamentos, aliada a uma graciosidade ímpar. Também terá todo o relevo o som bem português das guitarras e do fado marialva.
No final com todos os intervenientes em cena será interpretada, pelos três fadistas, uma rapsódia de fados tradicionais.
Assim se divulga a nossa cultura!
“Fado Marialva”

O Fado volta a ter no seu seio uma característica que sempre o acompanhou mas, que já há algum tempo, andava arredia, a Festa Brava. Muitos foram os que emprestaram a sua voz para enaltecer essa Festa de gratas tradições culturais.

Desta vez, três aficionados práticos, no intuito de recuperarem essa tradição, reuniram-se em gravação para nos cantarem e encantarem em fados “castiços” de grande riqueza poética. Rodrigo Pereira, Carlos Pegado, antigos forcados dos grupos de Vila Franca e Montemor, e Manuel da Câmara, filho do consagrado Vicente da Câmara, após a experiência que foi o espectáculo “Ribatejo em Festa”, decidiram por ombros a este magnifico projecto.
Com o acompanhamento de Edmundo Albergaria na guitarra portuguesa, de Carlos Velez à viola e de Nani na viola-baixo, estes três “Marialvas” trazem-nos à memória momentos de rara beleza que se vivem nas arenas ou no campo.
O toiro, o cavalo, campinos, forcados, a vivência de toda uma festa de raízes ancestrais estão, agora, compactados numa gravação em CD para gáudio de todos os que amam de forma distinta o Fado e Festa dos Toiros. - (PATRICIA SARDINHA)

Sábado, Novembro 11

Medio siglo de la Tauromaquia de Mário Coelho

Mário Coelho tem
50 anos de vivência taurina
______________________

Um cidadão do mundo
que vive para os toiros

VILA FRANCA DE XIRA.- Mário Coelho trocou as brincadeiras de criança pelas esperas de toiros, pelas garraiadas e pelas festas camperas. Em 1955, prestou provas de bandarilheiro praticante na sua terra, na Praça de Toiros Palha Blanco e logo alguém disse que Vila Franca de Xira tinha um novo matador.
O êxito alcançado, especialmente, em Espanha e Franca e o carinho dos aficionados deram-lhe força para tentar o sonho de ser matador de toiros que concretizou em Julho de 1967.
A família apoiou-o moralmente porque o dinheiro não abundava. O pai era funcionário da câmara e a mãe cuidava dos seis filhos que restavam dum grupo de 10 que deu à luz. Mário Coelho foi um jovem que cresceu muito rapidamente e cedo assumiu a sua independência. “Nunca me aproximei das figuras, a minha vida foi feita por mérito próprio e à conta de muita luta”, disse numa entrevista a O MIRANTE em Junho de 2005, confessando que é um homem orgulhoso.

Esta personalidade bem vincada dentro e fora da arena não o impede de ser um homem solidário que gosta de apoiar as causas nobres. Mário Coelho ajudou a formar uma dúzia de matadores, alguns primeiras figuras como Pedrito de Portugal, Rui Bento Vasques ou o espanhol Chamaco
Um toiro em ouro oferecido pelo actor Orson Welles, um relógio “Rolex” lembrança do antigo Presidente da República da Venezuela, Andrés Peréz, ou uma pulseira que recorda a amizade com Amália Rodrigues são apenas três de centenas de peças que encontramos na Casa Museu Mário Coelho em Vila Franca de Xira, a casa onde o toureiro nasceu.

Mário Coelho é um homem com uma personalidade forte, frontal, corajoso e directo. Não foge às perguntas mesmo que sejam incómodas e enfrenta-as da mesma forma que enfrentou mais de três mil toiros que lidou em pontas.
Foi esta determinação que fez do menino que sonhava ser matador de toiros, uma das maiores figuras do mundo. Mário Coelho somou êxitos, troféus, orelhas e rabos pelas praças por onde passou ao longo de 50 anos de actividade taurina. É um toureiro de corpo inteiro e um cidadão do Mundo.


A Toca do Maestro Mário Coelho

Promover e valorizar a festa dos toiros é o objectivo do espaço que o matador de toiros Mário Coelho quer abrir a todos duma forma desinteressada.
Um prédio do Século XVII, no centro da cidade de Vila Franca, acolhe a Toca do Maestro Mário Coelho. No rés-do chão do nº3, do Largo Conde Ferreira, nasceu um espaço acolhedor num ambiente taurino. A Toca, inaugurada na sexta-feira, está de portas abertas para receber novos e velhos aficionados e formar novos públicos para a festa brava. “A Toca é o melhor local para que um Coelho se sinta bem”, explica o antigo matador de toiros para justificar a escolha do nome.
Uma porta original da pia baptismal da vizinha Igreja Matriz foi recolhida pelo toureiro no meio do entulho das últimas obras e é um dos encantos do espaço. A porta construída em 1715 serve de tampo duma mesa coberta com um vidro que realça o valor do pedaço de madeira trabalhado por mãos de artista. “Eu brinquei muito com esta porta, pendurava-me aqui, enquanto a minha mãe assistia à missa”, recorda Mário Coelho, 70 anos.
Nos tectos permanecem as madeiras originais da casa com mais de 300 anos e recuperadas com a sapiência e a paciência do toureiro. “Sou um homem sensível. Aprecio estas memórias”, realça Mário Coelho.
Uma fotografia com uma faena, quase em tamanho natural, oferecida pelo empresário Paulo Pinho, é a única presença do maestro na Toca. Mário Coelho diz que a sua ausência foi intencional. “Não me quis evidenciar a mim. Este é um espaço de promoção da festa taurina”, afirma. A ideia é promover no local conversas, colóquios e espaços de tertúlia onde se fale da festa e se debatam ideias.
Mais de 500 obras literárias que abordam a temática dos toiros de lide estão disponíveis nas estantes. Num outro armário há duas mil cassetes que podem ser vistas por crianças, jovens e adultos, aficionados ou não. Para atrair o público mais resistente, Mário Coelho apostou no conforto da sala climatizada, com música ambiente (essencialmente clássica) e um requintado serviço de apoio. “Haverá café, refrescos e guloseimas para as crianças”, explica. O Maestro está disponível para acompanhar os visitantes e transmitir-lhe o saber acumulado ao longo de mais de 50 anos de vivências taurinas dentro e fora das arenas.
Mário Coelho, natural de Vila Franca, foi considerado o melhor bandarilheiro do mundo e um dos melhores toureiros de sempre. Retirado das arenas, tem agora mais tempo para transmitir o seu conhecimento e contribuir para a valorização da festa. “Eu, como agente da festa taurina, tinha a obrigação de fazer isto na minha terra”, conclui.
(Nelson Silva Lopes in "O Mirante" -o maior e melhor jornal regional de Portugal-)

Mais uma vez : Cartaxo foi aguas de bacalhau...

CARTAXO.- Habitual tourada não se realizou : Não se realizou nenhum dos espectáculos anunciados para a Praça de Toiros do Cartaxo por ocasião da ExpoCartaxo e da tradicional Feira de Todos-os-Santos. Apesar de não ter chovido no dia 1 de Novembro e da boa afluência de forasteiros, um papel manuscrito colado junto das bilheteiras indicava manhã cedo a não realização do espectáculo.

Salamanca, Rui Bento e...um oportuno recordatorio de
Mauricio do Vale no Correio da Manhá

Salamanca é uma das cidades espanholas mais taurinas do Mundo. Terra de ganadeiros de prestígio e berço, natural e adoptivo, de toureiros. A universidade que ali existe, padrão académico de enorme referência internacional, ombreia com o alto nível de fama reconhecida em todo o mundo taurino.
Portugal desfruta de enorme prestígio e respeito em Salamanca, em virtude dos toureiros portugueses que ali estiveram mais tempo radicados. Não obstante o carinho com que ali é recordado o já retirado futebolista João Alves, que vestiu honradamente a camisola do Salamanca, são os matadores Amadeu dos Anjos, o já falecido José Falcão e Rui Bento que conquistaram o trono da mais profunda admiração, sendo que o último se encontra ligado à cidade há 25 anos
!É verdade que também em terras salmantinas passaram nomes grandes do toureio português, como são exemplos Manuel dos Santos e Vítor Mendes, mas Amadeu, Falcão e Rui Bento apostaram tudo naquela cidade, cujas gentes reconheceram aos três a condição de filhos adoptivos.
No passado sábado, o semanário taurino ‘La Glorieta’, que leva o nome da histórica praça de toiros local, dedicou um importantíssimo espaço ao matador português Rui Bento, quem o conhecido crítico Manolo Molés considera “um taurino sério e formal” que vai abrindo caminho de forma bem solvente. Afirmando que se trata de um “português radicado em Salamanca e um dos homens que mais merece a pena conhecer”, o exigente taurino espanhol representa bem o pensamento do universo tauromáquico do país vizinho e não só, que tem em Rui Bento um exemplo de verticalidade e capacidade.
EXEMPLO A SEGUIR
Também conheci os primeiros tempos de Rui Bento em Salamanca, tal como conheci os tempos de esplendor de Amadeu dos Anjos e José Falcão sediados naquelas mesmas paragens. Rui soube vencer porque soube sofrer...Dos começos à retirada das arenas, Rui Bento soube conquistar todas as pessoas dentro e fora das praças, revelando uma elevada condição humana, interpretando a vida segundo os seus mais elevados valores. Dificuldades enormes para alcançar contratos, dois anos a recuperar de colhida grave, a concorrência, os bastidores, tudo não foi suficiente para impedir a conquista de um invejável lugar de destaque, que o levou a ‘Apoderado do Ano’, ele que, não tendo sido uma ‘Figura do Toureio’, é uma importante figura agora no toureio. Conclusão: valeu a pena ser assim e tal vez seja o único caminho para os portugueses que queiram triunfar!.

'Novo Burladero' se vuelca con la feria de Arnedo

LOGROÑO.- 'Novo Burladero' es la revista taurina por excelencia de Portugal. Bien dirigida por Joao Queiroz, que estuvo en la última feria del 'Zapato de oro' en la que torearon Ferreira y Casquinha, que son portada en el número de octubre. A todo lujo y con la plaza al fondo. Incluye más de 20 fotografías de los portugueses, del triunfador y de la feria y comenta y retrata el libro del CTA en "Livros de Toiros'. Una maravilla a todo color. La publicación acostumbra a promocionar todo lo lusitano de fundamento. Gorrones, de cama, pesebre y callejón son célebres en Arnedo y no han hecho por su feria ni una aproximación al detallazo que han tenido Queiroz, Vitor Escudero y su equipo. Ojalá pronto haya en Lusitania toreros para competir con los primeros españoles del escalafón. La Fiesta los necesita. (ELOGIOS ENCENDIDOS, COMO ESTOS QUE TRANSCRIBIMOS, EN EL PERIODICO "EL CORREO", EDICIÓN DE LA RIOJA)

Mais videos taurinos...

CHAMUSCA.- Pedro Miguel fez uns filmes que já estão a correr Mundo através do www.youtube.com
Basta clicar e procurar Peoloja e encontrarão filmes de Curro Romero, Enrique Ponce e Sebastian Castella. Já está a preparar filmes sobre Morante de la Puebla e El Juli.
Esperamos que gostem. Podem enviar as vossas opiniões para pemiloca@hotmail.com

Una recopilación de Fernando Baptista












Recordando Manuel dos Santos,

"primus inter pares" dos matadores

portugueses


Manuel dos Santos nasceu em Lisboa em 11 de Fevereiro de 1925 e foi um toureiro de enorme prestígio mundial, figurando entre os primeiros nomes do seu tempo. Começou as suas andanças taurinas como amador, tomando a alternativa de bandarilheiro, na praça do Campo Pequeno, em Lisboa, numa corrida nocturna, que se realizou em 26 de Julho de 1944, das mãos da velha glória, Alfredo dos Santos, que lhe cedeu a lide de um toiro da ganadaria de Joaquim Mendes Núncio, de Alcácer do Sal.
Depois desta primeira temporada, e da seguinte como bandarilheiro, encetou uma carreira de novilheiro, em que competindo com Diamantino Viseu, construíram uma histórica dupla que ofereceu a mais esplendorosa época do toureio a pé desempenhada por portugueses.
Foi notável a sua carreira de novilheiro, em Espanha, onde fez a sua estreia na praça de Badajoz, na tarde de 26 de Junho de 1947. Nesse mesmo ano, a 14 de Dezembro, recebeu a alternativa como matador de toiros, na Praça "El Toreo", na cidade do México, das mãos do famoso Fermin Espinosa, mais conhecido por "Armillita". Colhido quase mortalmente pelo toiro com que se estreou, renunciou a essa alternativa e voltou a recebê-la em 15 de Agosto de 1948, na Real Maestranza de Sevilha, tendo dessa vez como padrinho Manuel Jimenez "Chicuelo". A partir dessa data, a sua carreira foi toda ela recheada de triunfos e algumas colhidas graves, das quais sempre se recuperou.
Foi o mais solicitado matador de touros do mundo no ano de 1950. Amante da arte desde criança, criou a “dossantina”, um novo passe de muleta. Do seu vasto currículo consta uma assistência de 100 mil espectadores em Jacarta, na Indonésia, e a actuação, no México, em três corridas no mesmo dia. Ganhou o prestigiado prémio mexicano “Rosa Guadalupana” e em Espanha foi condecorado cavaleiro da Ordem de Isabel, a Católica. Em Portugal recebeu, a título póstumo, o grau de comendador da Ordem de Benemerência e a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas.
Conhecido como figura importante em todo o mundo taurino, retirou-se em 18 de Outubro de 1953, numa memorável corrida, realizada na praça do Campo Pequeno, em Lisboa. Depois tornou-se empresário tauromáquico, na praça de Algés, actividade que desempenhou de 1955 a 1959 e na do Campo Pequeno a partir de 1963. Em 1960 voltaria às arenas, reaparecendo numa corrida no México, em 26 de Fevereiro, e em Portugal, em 26 de Junho, no Montijo. Retirou-se definitivamente em 1964. Morreu trágicamente num acidente de viação, em 18 de Fevereiro de 1973.

“OLÉ MANUEL DOS SANTOS”

Sonó el clarin de la afición
en una plaza Española
y apareció un torero,
de la suerte triunfadora.
Asi la fiesta comenzó
y aquel torero valiente
su faena alli grabó
dominando alegre
la fiera que le tocó.

Al fin su nombre resonó;
la plaza toda vibrava
y a aquel torero le daban
lo que su arte ganó.
Alli su nombre destaco
y en Portugal se sabia
lo que un Português lograba
en la tierra madre
de la toreria.

Manuel dos Santos es
cuando en el ruedo se encontra
una esperanza fiel,
que da ilusión a la fiesta.
Al toro va
alegre y confiado
logrando asi triunfar,
Manuel dos Santos.

(Pasodoble Torero de 1951 - Letra de José Llata e Música de Rodrigo Valério)


¡Olé, Semana Grande!

BURDEOS.- El semanario taurino francés SEMANA GRANDE ha sacado el lunes 29 de octubre su número 500.
Creado en marzo 1997 y dirigido por Marc Lavie, Semana Grande cubre la información taurina de los festejos celebrados en todos los paises taurinos en ocho paginas semanales.
El número 500 sale esta semana en todo color. Junto con la actualidad de la semana, varias paginas son dedicadas a la historia de estos 500 números. Marc Lavie agradece, en imagenes, a todos los que han hecho posible esta meta : famosos critícos taurinos o corresponsales (como Barquerito, José Antonio del Moral, José María Sotomayor, Javier Hurtado, Paco Romera, Miguel Tellería, Alberto Simón, Luis Ruiz Quiroz, Moisés Espinosa, Raúl Gordon, Luis Miguel Parrado, Carlos Crivell, y un largo etcetera), fotografos, maquetistas, ...
Semana Grande se vende solo por suscripción y sale cada año 52 números de ocho paginas cada uno. Solo tres publicaciones taurinas han logrado en Francia llegar hasta los 500 números : Le Toril, Le Torero de Nîmes (ambas desaparecidas en 1939) y Toros, que sigue todavía funcionando.

Cómo lavar y -por tanto- limpiar un traje de luces...

PONTEVEDRA.- Consejos útiles, ahora que estamos en otoño en Europa taurina.
El traje de luces, si lo tiene, aunque sea como pieza de museo, lo puede lavar a mano con agua tibia y jabon de barra suave; no es necesario enviarlo a la tintoreria como algunos quizas pudieran pensar. En el caso de que tenga manchas, utilize un cepillo suave y talle con cuidado la parte en donde estén los bordados de oro o plata... La tela de punto (que es la que va en las entre piernas) es muy resistente, esta no tiene problema... Al final cuélguelo en un tendedero y déjelo secar al aire libre. NO LO META EN UNA SECADORA Y MENOS SE LE OCURRA METERLO EN UNA LAVADORA...

Recordando a José Tomás, figurón del Toreo

Otra vez aparece en escena Manolo Cruz Vélez, nuestro querido Plata y Oro. Esta vez lo hace con un artículo dedicado a esa figura inolvidable que es José Tomás.

A José Tomás

El mundo del toro está hastío, y a pesar de que florece Castella, y como en primavera reluce los pétalos a modo de lances de capote y muleta de Talavante, el mundo del toro está sombrío. Y lo está porque en sus más adentros está vacío, hay una herida abierta creada por una ausencia, un hueco hasta ahora irrellenable, un espacio en carne viva lleno de sensaciones, silencios y miedos. Un círculo entero solo y triste porque a las cinco de la tarde ya no hace el paseíllo tras una señal de la cruz en el albero, ha apagado el run run en los graderíos, ha enmudecido a los olés y a los ¡ uy ¡.
El silencio de la expectación, la inmovilidad, la armonía, el compás, la templanza de capoteque en su revolotear marca una danza mágica alrededor de la cintura.Un envite en el centro del ruedo al morlaco, el principio de una conversación seria, en la fuerza de la convicción basada en la verdad y la pureza de tu toreo, una conversación que irradias en los tendidos, ¡ quítate que yo no me quito ¡. Y moviendo la muleta como el mejor director de orquesta mueve tu batuta para ofrecer al público expectante y fiel seguidor tu sinfonía, los mejores compases, los mejores sones, las únicas letras escritas con sangre y gloria, abriendo las puertas de la inmortalidad, las que convierte al hombre en mito, en dioses del toreo.
Y como el hombre tiene capacidad de decisión, de decir como cuando y en dónde, tú maestro decidiste hasta el porqué, y aunque nadie te entendiera, aunque todos te echaran de menos, hasta lo que rivalizaban y realmente no se en qué, tú, como siempre sereno y serio, con la cabeza fría y los pies juntos y clavados en el alma, convertiste la quietud del silencio en un triste y angustioso adiós. Ya no eres aquél niño que destacó de becerrista en Valdemorillo, ni aquél que debutó con caballos en Benidorm, ni siquiera aquél que desorejó en Puerto Vallarta y que al contrario de todo el mundo triunfó allí antes que aquí, no, ahora eres tu mismo. Y como no se puede dejar de ser torero, lo eres para ti mismo, y toreas de salón dibujando un sueño de natural, un derechazo profundo con cadencia que se pierde en el infinito, un trincherazo y un desprecio para salir andando despacito mirando al techo del salón, que como un tapón de un envase cierra para que no se escape un ápice del aroma de tu toreo.
Ya tan poco correteas por la bandas porque vuelas, porque revoloteas como las golondrinas y los vencejos sobre el albero a las cinco de la tarde, pero en cualquier plaza, en cualquier tendido, allí estás intentando ver lo que no se ve. Has cambiado todo, el ruido y las alegorías por el silencio y la paz que no soledad, las cosas grandes por las sencillas y sinceras, las multitudes exultantes , por la mujer, la compañera, la esposa, la mejor apoderado, la mejor subalterno de confianza, la que comparte sueños y desvelos.
Mozo de espada de la vida, la que te viste de ilusiones y de esperanzas, la que te alienta en esos momentos de dudas las que cogida de la mano te acompaña en ese paseíllo a cualquier hora del día, y que tú como la mejor de las estampas y medallas llevas prendida en el corazón. Te has ido maestro del miedo, el mundo del toro está sin tronío, y los que te quieren emular, los que te quieren hacer olvidar se encomiendan al santo, y llevan en sus capillas a San José Tomás, el santo del toreo imposible. Parar, templar y mandar...¡ ehe toro ¡
Manuel Cruz Vélez

Saudades de Olivença...

GOLEGÁ.- Hoje sábado, acto formal de apresentaçao dun livro de interese geral. O Grupo dos Amigos de Olivença ( www.olivenca.org <http://www.olivenca.org>) comunica que no dia 11-11-2006, a partir das 15:30 horas, no Solar dos Serrões, em Azinhaga, Golegã, é apresentado o livro «Olivença no Labirinto daSaudade», com pinturas de Serrão de Faria e texto de Marília Abel e CarlosConsiglieri.

Videos de la Feria de Lima para ver ahora mismo...

PONTEVEDRA.- Anda por las Américas el cavaleiro Rui Fernandes. En las direcciones que abajo apuntamos podrán acceder a videos recientemente colocados en Internet que reflejan momentos importantes de la actual Feria de Lima. No dejen de acceder a ellos y disfrutar con bellos momentos del Toreo, entre ellos algunos de Rui Fernandes.
Sino lo pueden abrir directamente, copia el link y pégalo en tu navegador.

S.Carvalho representa em Portugal a José Cariel

LISBOA.- O Matador de Toiros Venezuelano, José Cariel, é desde o passado dia 4 de Novembro apoderado pelo moço de espadas português, Sérgio Carvalho.
Recordamos que José Cariel fez campanha e esteve a residir em Portugal nos seus tempos de novilheiro.Ao escolher agora, Sérgio Carvalho fê-lo por se tratar de uma escolha num taurino jovem que como ele tem ambições de chegar mais alto e sendo o corolário lógico, depois de Sérgio Carvalho ter sido o seu homem de confiança quando residia em Portugal, pois foi o seu moço de espadas e tudo fez para que hoje seja Matador de toiros.
O Matador deseja voltar a tourear num país que bem conhece e onde foi bastante acarinhado pelas suas gentes e agradece a todos o que o ajudaram na altura a ser o que é hoje, Matador de toiros.
Cariel conta actuar em Portugal já num festival em Fevereiro em Vila Franca, para o qual neste momento já se encontra apalavrado.

Sexta-feira, Novembro 10

La Vida continúa pero...¡qué duro es subir la cuesta!

Mi cuñado, el marido de mi única hermana, falleció el pasado domingo, víctima de un cáncer que se ensañó con su cuerpo, con una crueldad tremenda, en los últimos 8 meses.
Su agonía final, en el antíguo hospital provincial de Pontevedra fue para todos los que eramos sus allegados, una llamada a la reflexión, una profunda lección de lo breve que puede ser la Vida, la precariedad en la que nos movemos y lo estúpidos que son aquellos que se comportan como si ellos estuviesen destinados a vivir eternamente.
Juan tenía solamente 48 años. Mis sobrinos se quedan huérfanos de padre, tal vez en las edades y momentos más difíciles : 12 y 14 años. Mi hermana ha llevado la cruz a cuestas de un modo tan ejemplar que no tengo palabras para expresarle mi reconocimiento y afecto.

Querido Juan :

Yo supongo que a estas horas ya andas volviendo locos, a unos cuantos residentes como tu en el más allá, con esos chistes y esa ironía que te caracterizaba en Vida. Habrás entrado por la puerta grande en la normalidad de la Eternidad, que tiene que existir porque, si así no fuere, viendo lo que te tocó y observando lo que sufriste, era como para rebelarnos e incendiar todo lo que pillásemos por delante...
Así es que, los que te quisimos, seguimos creyendo en Cristo porque... ya me dirás, si así no fuere, qué nos quedaría...
Como tanto me insistió el Padre Pereira, del que te hablé alguna vez, la Fe no debemos perderla nunca. Si la perdemos, estaremos perdidos...aunque algunos que van de agnósticos traten de disimular lo contrario. Seguro que de eso te habló aquella tarde don Belisario, el cura de Manzaneda, al que tanto apreciabas...

El ejemplo de resignación, de tu aceptación de lo irremediable de la enfermedad, que nos diste a todos los que fuimos de vez en cuando a verte sufrir, fuere en el hospital, fuere en casa...nos ha marcado y nos marcará para siempre.
Tan grande como fuiste en lo físico, lo fuiste en fortaleza, en paciencia, en capacidad para convivir con el dolor, con lo irreversible de la situación...Hasta el final fuiste así. Tu sufrimiento se transformó en una acelerada escuela de la Vida para quienes eramos cercanos.
Hoy, después de ver lo que te tocó en suerte, solo podemos dar gracias a Dios por cada día que nos da, por cada mañana en que nos levantamos; y lamentar eternamente que te haya tocado irte tan pronto y víctima de la crueldad horrorosa del maldito cáncer.

Ahora, querido cuñado, empiezan en nuestras mentes las proyecciones de los recuerdos, de tus recuerdos, de los tiempos pasados, de los momentos felices...
A los que nos da por la Tauromaquia, inevitablemente, se nos aparece tu imagen uniformado con aquellos mandilones a rayitas azul y blancas, característicos de tu peña “Pepe-Hillo de Barrantes”.
Siempre me preguntaba por qué el azul y blanco de aquella peña taurina pontevedresa. Pensé en los colores del ayuntamiento capitalino...pero luego supe que tu pasión por el Espanyol de Barcelona, te llevó a elegir la peña “Pepe-Hillo de Barrantes” porque eran tus colores del alma, los mismos que te llevaste en la bufanda futbolística que tu esposa no olvidó meter en tu ataúd.

En fin, querido Juan... Ha pasado menos de una semana y aquellas enfermeras del hospital de Montecelo, con las que -aún estando a un paso de la Muerte- te metías con tus bromas e ironías, te echan en falta. Porque ellas también vieron en tu actitud un ejemplo digno de recuerdo.
Y yo aún recuerdo tus palabras de hace semanas, cuando me hablabas un día de la pasta de que están hechos los toreros, y de cómo -en aquel lecho de hospital- te sentías torero para superar tan duros momentos : “los toreros buenos no se arrugan, están hechos de una pasta especial y superan lo que les echen. Esta cornada que tengo es profunda, dura, de varias trayectorias, pero...yo soy como esos toreros y voy a salir adelante...”.
Tenías fe, mucha fe en poder superar aquello y...la realidad, cruel, tremenda, era que no lo ibas a poder superar.

Pero siempre me hablabas en lenguaje taurino. Incluso ya en tus últimos días, en tu agonía, cuando veías por fin de cerca a la Muerte : “creo que esta cornada -al final- me va a llevar por delante...no va a poder ser”, me susurraste tres, cuatro días antes de morirte. Luego me hablaste de tu mujer, de tus hijos, a los que tanto querías...sabías bien que no van a estar solos, que somos unos cuantos los que estaremos pendientes de ellos, aunque...claro está, tu ausencia es ya irremplazable.
Querido Juan : si el problema fuese hablar de toros, búscate a mi abuelo Emilio por ahí arriba y dile que te de los cursillos taurinos acelerados que a mi me dio cuando eran niño. Seguro que -además- te llevará a saludar a sus ídolos... a don Alvaro (Domecq), te presentará a Ordóñez (don Antonio) y te explicará cómo aquellos toros de antes no se caían porque pastaban de verdad y no eran "rellenos con el bombín del pienso que les vuelve locos y artificialmente les engorda en los meses finales...".
Tu no te preocupes por nada... que ahí arriba te encontrarás con todos los que un día aquí fueron. De toros, de las maderas nobles que te apasionaban, de la pesca...de todo y de todas las aficiones tendrás ahí para discutir, apasionarte, empaparte... Lo único que me han advertido, querido cuñado, es que no hay tinto de Barrantes, ni churrasco, ni el carneiro ao espeto que te gustaba, ni la tortilla del sitio aquel de la playa de Lourido... Del comer y el beber, ciertamente, dicen que ahí no se necesita, que es cosa espiritual y que tazas, tinto que mancha, albariño como es debido, lacón con grelos y sardinas asadas...eso, es solo cosa terrenal.

¿Sabes qué hice el domingo pasado, apenas unas horas antes de que nos dijeses definitivamente adiós?. Localicé aquel bar cercano a tu casa, donde tienen un Barrantes glorioso...pedí pulpo, chinchos fritos y un filete y, acordándome de ti cada vez que llevaba mis labios a la taza, entendí perfectamente por qué te hiciste de la peña “Pepe – Hillo de Barrantes”. No fue solamente por lo del azul y blanco; fue porque los garrafones y las botas que llevábais cada año al coso de San Roque eran clase aparte : albergaban ese tinto tan espeso y especial que, cuando es bueno de verdad -como el del domingo- entra uno a ver qué pasa y...sale finalmente toreando.
Ahora entiendo yo la generosidad infinita de cierto público -de peñas- de la Plaza de Pontevedra, del que tu durante años formaste parte. Bendecidos por el Barrantes, era imposible que no sacáseis el pañuelo blanco al final de las faenas.
Bromas aparte, ahora ya en serio, querido cuñado, siendo como tu en Vida fuiste, un hombre profundamente bueno, es imposible que el intenso dolor no nos haya atravesado en estos 8 meses y que tu muerte no deje una huella imborrable en los que te tratamos, te conocimos y te quisimos.
Cuando pase por Barrantes, pediré no una sino dos tazas de ese tinto glorioso y...taurino. Una será por ti...y la otra por la Tauromaquia, que en Vida respetaste, viviste y a tu manera quisiste. ¡Y eso es mucho en los tiempos que corren!.
Descansa en paz, te deseamos quienes un día -sabe Dios cuando, pero a todos nos llegará finalmente- contigo nos encontraremos en el más allá.
Hasta siempre y hasta entonces, querido Juan.
EUGENIO EIROA FRANCO
Director de NATURALES, CORREIO DA TAUROMAQUIA IBERICA